COVID-19

Vitamina D e Covid-19: O problema da desinformação

Um artigo da BBC, divulgado nesta segunda-feira, alerta para o problema da desinformação relativa ao tratamento da Covid-19 com vitamina D


Vitamina D e Covid-19

Vitamina D e Covid-19 Foto: Divulgação

Desde o início da pandemia que são realizados e divulgados inúmeros estudos relativos à prevenção ou tratamento da Covid-19. A vitamina D, em especial, foi alvo de um debate intenso entre especialistas, comunicação social, e população de várias partes do globo. 

Porém, um artigo da BBC, divulgado nesta segunda-feira, alerta para o problema da desinformação relativa ao papel de vitamina. A desinformação, dizem, podem ser criada até mesmo em ideias que contêm algum fundo de verdade.

Segundo a emissora britânica, o estudo original que havia mostrado um suposto sucesso da vitamina D contra o novo coronavírus não respeitava critérios científicos importantes para que os seus resultados pudessem ser indicados com segurança à população. Este estudo espanhol foi entretanto retirado pela publicação e é agora alvo de uma investigação.

De momento, outro estudo mais rigoroso sobre o assunto está a ser conduzido na Inglaterra.

Dito isto, é importante esclarecer que não é descabido sugerir que a vitamina D pode ser útil no tratamento ou prevenção da Covid-19. Isto porque a vitamina desempenha um papel na imunidade e já é recomendada, por exemplo, no Reino Unido, onde todos devem tomar o suplemento no inverno (sendo que aqueles com maior risco de deficiência de vitamina D são aconselhados a tomá-la durante todo o ano). É então compreensível que o uso de vitamina D para prevenir a Covid-19  tenha sido disseminado pela Internet.

No entanto, esta controvérsia leva a que muitos acusem os governos de ignorar a eficácia da vitamina D e a Organização Mundial da Saúde (OMS) de estar sendo "paga pela grande indústria farmacêutica". Estes argumentos podem, segundo a BBC, ser facilmente contrariados - a começar pelo fato de as próprias vitaminas serem uma indústria muito lucrativa.

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Fonte: Notícias ao Minuto

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