Saúde

DENÚNCIA

Sindicato denuncia falta de farmacêuticos no Hospital do Buenos Aires e CAPS em Teresina

Segundo o SINFARPI, ausência de profissionais habilitados compromete a dispensação de medicamentos e pode colocar pacientes em risco

Da Redação

03 de junho de 2026 às 12:51 ▪ Atualizado há 1 hora


Farmácia do Hospital do Buenos Aires estava sem farmacêuticos no momento da visita do Sindicato
Farmácia do Hospital do Buenos Aires estava sem farmacêuticos no momento da visita do Sindicato

O Sindicato dos Farmacêuticos do Estado do Piauí (SINFARPI) denunciou a falta de farmacêuticos em unidades de saúde da rede municipal de Teresina, incluindo o Hospital do Buenos Aires, na zona Nortee Centros de Atenção Psicossocial (CAPs). A denúncia foi feita pelo presidente da entidade, Ulisses Nogueira, que afirmou que a situação compromete a segurança dos pacientes e descumpre normas sanitárias.

De acordo com o sindicalista, representantes do sindicato realizaram visitas ao Hospital do Buenos Aires nos últimos dias para verificar as condições de funcionamento da farmácia da unidade. Segundo ele, o hospital, que funciona 24 horas e possui maternidade, não conta com farmacêutico durante parte do dia e no período noturno.

“O hospital atende toda a zona Norte de Teresina e não possui farmacêutico em todos os turnos. Isso representa um risco para a população e infringe normas sanitárias relacionadas ao controle e à dispensação de medicamentos”, afirmou.

Ainda segundo o presidente do SINFARPI, a unidade conta atualmente apenas com um farmacêutico que se desloca do Hospital do Promorar para prestar atendimento em parte do turno da tarde. O sindicato alega que seriam necessários, no mínimo, quatro profissionais para garantir o funcionamento adequado do serviço farmacêutico.

Ulisses destacou que a legislação estabelece que a dispensação de medicamentos é uma atribuição exclusiva do farmacêutico e citou a Portaria nº 344, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que regulamenta o controle de medicamentos sujeitos a controle especial.

O sindicalista também afirmou que há deficiência de profissionais e de estrutura nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPs) da capital. Segundo ele, algumas unidades não possuem farmacêuticos responsáveis pelo controle de medicamentos especiais, o que, na avaliação da entidade, pode gerar riscos à saúde dos pacientes.

O sindicato informou que pretende encaminhar as denúncias à Anvisa, ao Conselho Municipal de Saúde e ao Ministério Público, solicitando providências para regularizar a situação.

Até o momento, a Fundação Municipal de Saúde (FMS) não se manifestou sobre as denúncias apresentadas pelo sindicato.



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