Saúde

VAPES

Disfarces tecnológicas aumentam uso de vapes entre jovens no Brasil

Tecnologias camuflam cigarros eletrônicos, preocupando autoridades de saúde

Teresinha

01 de junho de 2026 às 07:10 ▪ Atualizado há 13 minutos

Ver resumo
  • Cigarros eletrônicos estão ganhando popularidade entre jovens no Brasil, apesar de serem proibidos pela Anvisa desde 2009.
  • As redes sociais e o comércio informal facilitam o acesso a esses dispositivos ilegalmente.
  • A Receita Federal apreendeu, em média, 4 mil unidades de cigarros eletrônicos por dia no início de 2026.
  • A Fundação do Câncer lançou a campanha “Spoiler: ele não te ama” para alertar sobre os riscos dos vapes.
  • Vapes são muitas vezes disfarçados como acessórios de moda, como moletons com bocais escondidos.
  • Luiz Augusto Maltoni destaca que esses dispositivos geram dependência tecnológica e viciante, complicando o controle do tabaco.
  • O uso de cigarros eletrônicos entre adolescentes de 13 a 17 anos praticamente dobrou entre 2019 e 2024.
  • Exposição à nicotina na adolescência pode prejudicar o desenvolvimento cerebral e aumentar a dependência.
  • Medidas mais rigorosas são necessárias para controlar a produção e venda de vapes.
  • Modelos internacionais, como da Inglaterra, sugerem restrições mais severas na venda de produtos de tabaco para jovens.

Disfarces tecnológicas aumentam uso de vapes entre jovens no Brasil

Disfarces tecnológicos têm impulsionado o uso de cigarros eletrônicos entre jovens no Brasil, o que pode aumentar os casos de câncer. O alerta é do diretor executivo da Fundação do Câncer, Luiz Augusto Maltoni.

O cigarro eletrônico, proibido no Brasil pela Anvisa, é amplamente comercializado de forma ilegal. Apesar da proibição iniciada em 2009, seu acesso é fácil por meio de redes sociais e comércio informal. Dados da Receita Federal mostram que, entre janeiro e fevereiro de 2026, foram apreendidas mais de 238 mil unidades de cigarros eletrônicos, em média, 4 mil por dia.

A nova campanha da Fundação do Câncer, intitulada “Spoiler: ele não te ama”, visa conscientizar a juventude sobre os riscos dos vapes. Esses dispositivos são disfarçados em acessórios, como os vaporizer hoodies—moletons com bocal escondido.

Maltoni alerta que esses produtos oferecem uma nova forma de dependência, misturando tecnologia e vício, o que é preocupante para as políticas de controle do tabaco no país. Pesquisas indicam que o uso de cigarros eletrônicos entre estudantes de 13 a 17 anos quase dobrou de 2019 para 2024.

A consultora Milena Maciel de Carvalho salienta que a exposição à nicotina durante a adolescência prejudica o desenvolvimento cerebral e aumenta a vulnerabilidade à dependência ao longo da vida. É essencial, segundo ela, adotar medidas rigorosas para conter a produção e comercialização dos vapes no Brasil.

Exemplos internacionais, como o da Inglaterra, que proibiu a venda de produtos de tabaco para quem nasceu após 2009, são citados como modelos a serem considerados para restringir o apelo dos vapes entre crianças e adolescentes.

Fonte: Agência Brasil



@production @if(request()->routeIs('site.home.index')) @endif @endproduction