Saúde

SUS E PROFILAXIA CONTRA HIV

SUS pode incluir profilaxia injetável contra HIV até o fim do ano

Ministério da Saúde encaminhará pedido à Conitec para análise. Medicamento é aplicado a cada dois meses.

Teresinha Ferreira

28 de julho de 2026 às 00:25 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • O Sistema Único de Saúde (SUS) pode incluir o medicamento carbotegravir para PrEP contra o HIV, administrado por injeção a cada dois meses.
  • O Ministério da Saúde submeterá o pedido à Comissão Nacional de Incorporação de Novas Tecnologias no SUS (Conitec).
  • Conitec avaliará a proposta, focando no custo-benefício, antes de decidir sobre a inclusão.
  • O Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, está negociando com a GSK sobre custos e quantidade de doses.
  • O carbotegravir foi escolhido por ser mais econômico que o lenacapavir.
  • O lenacapavir foi considerado financeiramente inviável e o Brasil não está no acordo de licenciamento da Gilead para produção genérica.
  • Críticas foram feitas durante a 26ª Conferência Internacional de Aids à exclusão do Brasil no licenciamento do lenacapavir.
  • Atualmente, a PrEP no SUS é oferecida em comprimidos orais diários.
  • Estudos mostram que a versão injetável pode melhorar a adesão ao tratamento.
  • Pesquisa com brasileiros indica preferência pela forma injetável e alta adesão às datas de aplicação.
  • Resultados das farmacêuticas indicam uma alta eficácia do carbotegravir, com taxa anual de infecção de 0,1%.

Agência Brasil Sistema Único de Saúde (SUS)
Sistema Único de Saúde (SUS)

O Sistema Único de Saúde (SUS) pode oferecer em breve uma nova forma de profilaxia pré-exposição (PrEP) contra o HIV. Trata-se do medicamento carbotegravir, administrado por injeção a cada dois meses. O Ministério da Saúde pretende encaminhar o pedido de inclusão à Comissão Nacional de Incorporação de Novas Tecnologias no SUS (Conitec) na próxima semana.

A Conitec, órgão responsável por avaliar aspectos como custo-benefício, analisará a proposta antes de recomendar ou não sua inclusão no SUS. Segundo o Ministro da Saúde Alexandre Padilha, ainda há negociações em andamento com a farmacêutica GSK sobre custos e quantidade de doses. O ministro afirmou em coletiva no Rio de Janeiro que a oferta da empresa tem “preço adequado”.

Um dos motivos para a escolha do carbotegravir foi o custo. O medicamento lenacapavir, que oferece proteção por seis meses, foi considerado inviável financeiramente. Padilha destacou que, apesar do Brasil ter participado dos testes, o país não foi incluído no acordo de licenciamento da farmacêutica Gilead, que permite a produção de versões genéricas em 120 países.

Críticas surgiram durante a 26ª Conferência Internacional de Aids, onde se destacou a importância do lenacapavir no combate à epidemia de Aids. A farmacêutica respondeu que busca soluções de longo prazo para ampliar o acesso na América Latina e que assinou acordo com a Fundação Oswaldo Cruz para explorar transferência de tecnologia.

Atualmente, o SUS oferece a PrEP em comprimidos orais, que requerem uso diário. Estudos mostram eficácia semelhante, mas a versão injetável pode melhorar a adesão ao tratamento. Pesquisa com 1,4 mil brasileiros identificou que 83% dos participantes preferem a forma injetável. No estudo, 94% compareceram nas datas corretas para aplicação, mantendo-se protegidos.

Resultados divulgados pelas farmacêuticas ViiV Healthcare e GSK indicam alta eficácia, com taxa anual de infecção de apenas 0,1%. Esses avanços são vistos com esperança para a redução da disseminação do HIV.

Fonte: Agência Brasil