Saúde

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Senado debate medidas para prevenir automutilação e suicídio

Audiência na CDH aborda impacto social e apresenta dados alarmantes da OMS

Teresinha Ferreira

10 de setembro de 2026 às 23:47

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  • Discussão dos desafios das políticas públicas para prevenção da automutilação e suicídio na Comissão de Direitos Humanos do Senado.
  • Encontro reuniu especialistas de diversas áreas para o Setembro Amarelo, visando reduzir o estigma e incentivar a busca por apoio.
  • Dados da OMS indicam mais de 720 mil mortes por suicídio anualmente, com jovens de 15 a 29 anos altamente afetados.
  • Em 2021, foram registradas 15.507 mortes por suicídio no Brasil, com maior prevalência entre homens.
  • Importância de abordagens intersetoriais e ambientes escolares seguros para prevenção, segundo Erasto Fortes, do Ministério da Educação.
  • Lívia dos Santos Ferreira destacou os riscos do ambiente laboral, como desigualdades e carga excessiva, especialmente para mulheres.
  • O CVV oferece atendimento anônimo e sigiloso 24 horas, com 2.300 voluntários e mais de 2 milhões de atendimentos anuais.
  • Gabriella de Andrade Boska alertou sobre o impacto das apostas online no aumento de suicídios, especialmente na população negra.
  • Antônio Geraldo da Silva enfatizou a necessidade de medicamentos acessíveis no sistema público para prevenção.
  • Participação de diversos representantes enriqueceram a discussão sobre políticas de saúde mental.

Senado Notícias Automutilação e suicídio como prevenir
Automutilação e suicídio como prevenir

Os desafios das políticas públicas voltadas à prevenção da automutilação e do suicídio foram discutidos em audiência da Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado na quinta-feira (10). O encontro, focado no Setembro Amarelo, reuniu especialistas e representantes do governo federal, sociedade civil e ONGs para discutir cuidados com crianças e adolescentes, a influência do ambiente de trabalho na saúde mental e canais de ajuda em emergências.

Requerida pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF), presidente da comissão, a audiência visou ampliar o debate e diminuir o estigma sobre o tema, incentivando a busca por apoio em situações de sofrimento. A campanha Setembro Amarelo foi oficializada pela Lei 15.199, estabelecendo datas nacionais para a conscientização.

Durante a sessão, a senadora apresentou dados da OMS, destacando que mais de 720 mil pessoas morrem por suicídio anualmente, com alto índice de tentativas entre jovens de 15 a 29 anos. Em 2021, o Ministério da Saúde registrou 15.507 mortes por suicídio no Brasil, com maior ocorrência entre homens.

Erasto Fortes, do Ministério da Educação, ressaltou a importância de abordagens intersetoriais, criando ambientes escolares seguros e inclusivos para prevenção. Lívia dos Santos Ferreira, auditora fiscal do trabalho, apontou os riscos no ambiente laboral, como desigualdades salariais e carga excessiva, especialmente para mulheres.

Alan Teixeira Lima, do Centro de Valorização da Vida (CVV), detalhou o trabalho da instituição na prevenção, com atendimento anônimo e sigiloso 24 horas. O CVV possui 2.300 voluntários e mais de 2 milhões de atendimentos anuais.

Gabriella de Andrade Boska, do Ministério da Saúde, alertou sobre o impacto das apostas esportivas online no aumento de suicídios e pontuou a alta incidência na população negra.

O presidente da ABP, Antônio Geraldo da Silva, falou sobre o tabu em torno da prevenção do suicídio, sublinhando a necessidade de medicamentos acessíveis no sistema público de saúde.

Participaram também outros representantes, incluindo Silvia Waiãpi e Benedito da Vozinha, enriquecendo a discussão sobre políticas de saúde mental.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Senado Notícias