Saúde

Baixa visão e desenvolvimento infantil

Especialista em Salvador destaca importância do diagnóstico precoce da baixa visão

Perda visual na infância afeta desenvolvimento motor, cognitivo e social, alerta médica no congresso

Teresinha Ferreira

11 de setembro de 2026 às 10:14 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • A detecção precoce da baixa visão na infância é vital para o desenvolvimento global da criança, abrangendo áreas motoras, cognitivas, comunicacionas e sociais.
  • A oftalmologista Maria de Fátima Neri destacou isso durante o 70º Congresso Brasileiro de Oftalmologia.
  • A perda visual precoce afeta não apenas o aprendizado escolar, mas também outras áreas do desenvolvimento infantil.
  • Intervenções rápidas podem ajudar a utilizar melhor a visão residual para desenvolver estratégias funcionais.
  • Baixa visão envolve mais do que a perda de acuidade visual, afetando percepção visual, exploração do ambiente e comunicação.
  • Principais causas incluem retinopatias, catarata e glaucoma congênitos, anomalias do nervo óptico, albinismo e doenças neurológicas.
  • Avaliação das funções visuais é crucial para entender como a baixa visão afeta atividades diárias da criança.
  • Sinais de alerta incluem dificuldade em reconhecer pessoas, fixação dos olhos e tropeçar com frequência.
  • Tratamentos devem incluir estímulos visuais, tecnologia assistiva e terapia, além de orientação para a família.
  • Encaminhamento precoce visa proteger o desenvolvimento e futuro da criança.

Agência Brasil Diagnóstico precoce da baixa visão
Diagnóstico precoce da baixa visão

Diagnosticar precocemente a baixa visão na infância é crucial para garantir o desenvolvimento global da criança, incluindo áreas como motor, cognitivo, comunicação e social. A oftalmologista Maria de Fátima Neri fez esse alerta em Salvador, durante o 70º Congresso Brasileiro de Oftalmologia, que termina neste sábado (12).

Ela explicou que a perda visual precoce pode interferir não apenas no aprendizado escolar mas em diversas áreas do desenvolvimento infantil. Intervenções rápidas aumentam a capacidade de usar a visão residual para criar estratégias funcionais.

A médica destacou que a baixa visão não se resume a uma simples perda de acuidade visual. "A baixa visão pode comprometer a percepção visual, a exploração do ambiente, o desenvolvimento motor, a aprendizagem e a comunicação", afirmou.

As principais causas de baixa visão na infância incluem retinopatias por infecções, catarata congênita, glaucoma congênito e anomalias do nervo óptico. Outras causas listadas são albinismo, distrofias hereditárias da retina, alta miopia e doenças neurológicas.

Maria de Fátima ressalta a importância de avaliar as funções visuais da criança e entender, junto aos pais, como a baixa visão interfere em suas atividades diárias. Questões como reconhecimento de rostos e autonomia em brincadeiras são investigadas.

Sinais de alerta incluem dificuldade para reconhecer pessoas, fixar os olhos e tropeçar com frequência. Ela reforça que a habilitação deve incluir
estímulos visuais, tecnologia assistiva, terapias diversas e orientação familiar.

Conforme a especialista, um encaminhamento precoce não é apenas tratar a visão; é proteger o desenvolvimento e o futuro da criança.

Fonte: Agência Brasil