CANETAS EMAGRECEDORAS
Alinny Maria
29 de julho de 2026 às 08:27 ▪ Atualizado há 1 hora
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta quarta-feira (29), o registro de cinco novos medicamentos injetáveis à base de semaglutida, substância popularmente conhecida por integrar as chamadas "canetas emagrecedoras". A decisão foi publicada no Diário Oficial da União nesta quarta-feira (29).
Os produtos são indicados para o tratamento de adultos com diabetes tipo 2 e foram registrados por comparação com o Ozempic.
Os novos medicamentos aprovados são Owozy, Seemasun, Zempneo, Semavy e Orsema. Segundo a Anvisa, todos utilizam semaglutida obtida por via sintética e poderão ser utilizados como complemento à dieta e à prática de exercícios físicos quando a metformina não puder ser utilizada por contraindicação ou intolerância.
Embora tenham ganhado popularidade pelo potencial de promover perda de peso, os medicamentos aprovados têm indicação oficial para o controle do diabetes tipo 2 insuficientemente controlado.
A aprovação faz parte de uma estratégia iniciada em agosto de 2025 para acelerar a análise de medicamentos à base de semaglutida e liraglutida. A medida foi adotada após solicitação do Ministério da Saúde com o objetivo de ampliar a oferta desses tratamentos no país e fortalecer o abastecimento do mercado.
Além da priorização desses registros, a Anvisa implementou um plano de ação com 125 iniciativas para reduzir a fila de análise de medicamentos. Até o momento, 11 dos 24 produtos incluídos no edital de priorização já tiveram a avaliação concluída, resultando na aprovação de seis medicamentos.
De acordo com a agência, o aumento no número de pedidos de registro ocorreu após o desenvolvimento de versões sintéticas do hormônio GLP-1, responsável por estimular a produção de insulina e aumentar a sensação de saciedade. Atualmente, 68% dos pedidos de registro de medicamentos injetáveis para obesidade e diabetes protocolados na Anvisa são de produtos sintéticos.
Outro fator que impulsionou o crescimento desse mercado foi o vencimento das patentes de alguns medicamentos nos últimos anos, permitindo que novas empresas passassem a desenvolver versões do princípio ativo.
Com a chegada de novos fabricantes, a expectativa é de maior disponibilidade desses medicamentos no Brasil, o que pode contribuir para reduzir a escassez registrada nos últimos anos e ampliar o acesso dos pacientes ao tratamento.
Fonte: Anvisa
SUS E PROFILAXIA CONTRA HIV
CÂNCER
MOLA GESTACIONAL CÂNCER
SAÚDE E PESQUISA
ERRO MÉDICO
ONCOLOGIA