Saúde

CIÊNCIA

Começam os testes clínicos da polilaminina para tratar lesão medular

Cristália e UFRJ iniciam estudo clínico com cinco voluntários em SP

Da Redação

16 de setembro de 2026 às 23:36 ▪ Atualizado há 53 minutos

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  • Início dos testes clínicos da polilaminina para tratar lesões medulares em 24 deste mês.
  • Parceria entre a farmacêutica Cristália e UFRJ.
  • Pesquisa inicial envolve cinco voluntários, de 18 a 72 anos.
  • Objetivo inicial é avaliar a segurança da substância em humanos.
  • Eficácia será testada em etapas futuras.
  • Pacientes passarão por cirurgia de descompressão medular e reabilitação.
  • Polilaminina é derivada da laminina, uma proteína natural do corpo.
  • Estudo-piloto anterior mostrou resultados promissores, apesar de não conclusivos.
  • Uso compassivo autorizado pela Anvisa em casos graves.
  • Se bem-sucedida, a fase 1 possibilitará mais testes em humanos.
  • Desenvolvimento e possível registro dependem de todas as etapas dos testes.

Agência Brasil A polilaminina está em fase de testes clínicos para sabe da sua eficácia
A polilaminina está em fase de testes clínicos para sabe da sua eficácia

Os testes clínicos da polilaminina, substância desenvolvida para tratar lesões medulares, têm início no dia 24 deste mês, segundo a farmacêutica Cristália, em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

A pesquisa envolve cinco voluntários, de 18 a 72 anos, que receberão a substância para avaliar sua segurança em humanos. O foco inicial é verificar se a polilaminina não apresenta riscos maiores que os benefícios potenciais. A eficácia será testada em etapas futuras.

Os pacientes, com lesões medulares entre as vértebras T2 e T10 e indicação de cirurgia de descompressão medular, serão atendidos no Hospital das Clínicas e na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Após a aplicação da substância durante a cirurgia, os voluntários passarão por reabilitação na AACD e acompanhamento por seis meses.

A polilaminina é uma substância criada a partir da laminina, proteína natural do corpo humano. Descoberta pela professora Tatiana Sampaio da UFRJ, a substância potencialmente restaura conexões neurais interrompidas em casos de lesão medular.

Um estudo-piloto entre 2016 e 2021 com oito pacientes indicou efeitos promissores, embora não conclusivos, pois somente cinco apresentaram algum ganho motor. Resultados preliminares geraram interesse, levando à autorização de uso compassivo concedida pela Anvisa em casos graves.

O vice-presidente de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação do Cristália, Rogério Almeida, destacou o compromisso com evidências científicas, alinhamento com a Anvisa e segurança dos pacientes para conduzir o estudo de forma rigorosa e célere.

Se a fase 1 for bem-sucedida, novas fases do teste em humanos podem ser solicitadas, ampliando o número de participantes e verificando a efetividade frente a tratamentos existentes. O registro e a disponibilização do medicamento ao público dependem da conclusão de todas as etapas.

Fonte: Agência Brasil