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Cisto no ovário: sintomas e como tratar

Os cistos podem ocorrer por causas genéticas, por isso é importante observar o histórico familiar.


Ovário

Ovário Foto: Divulgação

As estatísticas apontam que uma em cada quatro mulheres pode ter cistos no ovário. Trata-se de uma pequena bolsa, uma formação anormal, preenchida com alguma substância líquida ou gasosa, dentro ou ao redor do órgão.

A massa pode ser detectada tanto em pacientes durante o período fértil quanto nas que já estão na menopausa. Na maioria dos casos, não tem sintomas e costuma desaparecer naturalmente após alguns meses.

No entanto, aqueles que crescem muito, se torcem, causam a torção das trompas de Falópio ou se rompem, podem causar dor no abdômen, além de dificuldade para engravidar. Cistos desencadeiam alterações hormonais e quando permanecem muito tempo nos ovários, podem atrapalhar novas ovulações.

Causas e tipos

Os cistos podem ocorrer por causas genéticas, por isso é importante observar o histórico familiar. Também surgem por infecções, inflamações ou obstruções dos tecidos do corpo e pelo uso de alguns medicamentos, como os que estimulam a ovulação, por exemplo.

Existem vários tipos. O folicular ocorre quando não há ovulação ou quando o óvulo não sai do ovário durante o período fértil. Já o cisto de Teca-luteína é mais raro, afetando mulheres que tomam remédios para engravidar. O tipo hemorrágico gera sangramento na parede do cisto para o interior e pode causar dor pélvica.

O cisto de corpo lúteo surge após a liberação do óvulo, podendo romper durante o contato íntimo. Em caso de dor intensa, queda da pressão e aceleração do batimento cardíaco, é indicada a retirada através de uma laparoscopia. Essa cirurgia também é a opção no caso de um cisto adenoma ou dermoide.

Sintomas e diagnóstico

Como mencionado, a maioria dos cistos nem é percebida pela mulher, por ser algo silencioso. Nos outros casos, os sintomas mais comuns são dor pélvica, que pode ser intensa e não desaparece, independente do ciclo menstrual. Algumas se queixam de aumento de sensibilidade nas mamas.

As pacientes podem ter febre, vômito, inchaço ou aumento do peso; vontade de urinar o tempo todo; dores constantes nas costas ou nas pernas e sangramento fora do ciclo menstrual. Também há relatos de dor durante a relação sexual ou sensação de peso em um dos lados do abdômen, onde estiver o cisto.

O diagnóstico pode ser feito por meio da palpação da região pélvica. Para complementar, são solicitados exames de imagem como ultra transvaginal, tomografia computadorizada e ressonância magnética. Por meio deles, é possível identificar o tamanho do cisto e se é sólido, fluido, misto, entre outros tipos.

Na etapa da investigação de casos mais graves, o ginecologista pode pedir exames de sangue e o teste de gravidez. O objetivo é excluir a possibilidade de gravidez ectópica - quando um óvulo fertilizado se instala em um local impróprio - e verifica se o cisto é maligno ou benigno. Uma laparoscopia pode ser indicada para o exame mais atento dos ovários.

Tratamento

Na maior parte dos casos, os cistos são benignos e não evoluem para tumores. O ginecologista vai avaliar a idade da paciente, os sintomas, o tamanho e o tipo do cisto. O tratamento mais comum é esperar que diminua de tamanho, monitorando por meio de exames de imagem periódicos.

Outra opção é uso regular de anticoncepcional indicado pelo especialista para prevenir o crescimento dos folículos. Se houve suspeita de tumor maligno ou outras complicações – cistos volumosos, que sangram ou estão torcidos – a opção é a intervenção cirúrgica.

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