Política

SEGURANÇA ELEITORAL

Urna eletrônica no Brasil: segurança e operacionalização em foco

Sistema é utilizado desde 1996 e não há registros de fraude comprovada segundo o TSE

Teresinha Ferreira

16 de setembro de 2026 às 14:28

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  • A urna eletrônica é usada no Brasil desde 1996 e passou por várias melhorias.
  • Não foram registradas fraudes comprovadas desde a sua implementação, segundo o TSE.
  • A segurança das urnas é garantida por mais de 40 processos de auditoria em cada eleição.
  • Instituições como partidos políticos, Ministério Público e OAB participam da auditoria.
  • Medidas de segurança incluem abertura de códigos-fonte e testes públicos.
  • A urna é isolada durante a votação, sem conexão à internet ou redes sem fio.
  • Resultados são transmitidos por uma rede segura da Justiça Eleitoral.
  • Em caso de falta de energia, a urna tem bateria própria.
  • A identificação de eleitores é feita por documento e biometria, quando disponível.
  • O Teste de Integridade e auditorias biométricas garantem a precisão das urnas.
  • A exposição "O Caminho do Voto" esclarece o funcionamento das urnas, reforçando a confiança no sistema.

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Urna Eletrônica

A urna eletrônica tem sido parte das eleições brasileiras desde 1996, passando por diversos aperfeiçoamentos ao longo dos anos. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), não há registro de fraudes comprovadas nos processos de votação, apuração e totalização desde a sua implementação.

A segurança das urnas não depende de um único método. Existem mais de 40 processos de auditoria em cada ciclo eleitoral, com envolvimento de partidos políticos, Ministério Público, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e outras instituições. Entre as medidas estão a abertura dos códigos-fonte, testes públicos de segurança e conferências de resultados.

Antes das eleições, sistemas usados são inspecionados, testados e fiscalizados. A cerimônia de assinatura digital e lacração garante que os hashes verificam autenticidade dos programas. Além disso, o código-fonte fica disponível para inspeções, e urnas possuem chaves criptográficas exclusivas.

Durante a votação, a urna opera de forma isolada, sem conexão à internet, Wi-Fi ou Bluetooth. Os resultados são impressos no Boletim de Urna (BU) e transmitidos através de uma rede segura da Justiça Eleitoral, assegurando a integridade do processo.

Em caso de falta de energia, a urna possui bateria própria para garantir o funcionamento contínuo. A identificação do eleitor é feita por documento e, onde disponível, pela biometria. Se a biometria falhar, outros procedimentos são adotados.

O Teste de Integridade simula uma votação para comprovar a precisão das urnas, e com a ampliação para uso de biometria em auditorias desde 2024, a credibilidade do sistema continua a ser verificada intensivamente.

O Senado realizou a exposição "O Caminho do Voto" para esclarecer o funcionamento das urnas. Os presidentes do TSE, Kássio Nunes Marques, e do Senado, Davi Alcolumbre, enfatizaram a importância de entender e confiar no processo eleitoral brasileiro.

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Fonte: Senado Notícias