Política

SANEAMENTO

Rafael prevê investimento de R$ 8 bilhões para acabar com déficit de água no Piauí

Candidato à reeleição disse, durante debate, que concessão do saneamento deve ampliar investimentos no abastecimento e esgotamento

Da Redação

16 de setembro de 2026 às 14:47 ▪ Atualizado há 58 minutos

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  • Rafael Fonteles, governador e candidato à reeleição pelo PT, propõe universalizar o abastecimento de água no Piauí até 2030.
  • O investimento previsto é de R$ 8 bilhões em infraestrutura de abastecimento e esgotamento sanitário.
  • A iniciativa está ligada à concessão dos serviços de água e esgoto à Águas do Piauí, iniciada há 15 meses.
  • Citou o Marco Legal do Saneamento como um guia para aumentar os investimentos.
  • Em Teresina, a cobertura de esgotamento cresceu de 18% para 60% após a concessão.
  • Entre 7% e 10% da população ainda enfrenta problemas de abastecimento.
  • Propostas incluem investimentos em adutoras, barragens, cisternas e dessalinização.
  • Destacou reduções de 50% em focos de incêndio e desmatamento no estado.
  • O Corpo de Bombeiros e brigadistas foram ampliados.
  • Promove o uso de energia solar e eólica para o desenvolvimento industrial.
  • Durante o debate, respondeu críticas do candidato Joel Rodrigues sobre abastecimento e alianças políticas.
  • Reforçou sua conexão política com o presidente Lula e outros líderes locais.

Gabriel Paulino Candidato à reeleição, Rafael Fonteles, durante debate
Candidato à reeleição, Rafael Fonteles, durante debate

O governador e candidato à reeleição, Rafael Fonteles (PT), afirmou durante o debate desta quarta-feira (16) que pretende universalizar o abastecimento de água no Piauí até 2030, com investimentos estimados em R$ 8 bilhões em sistemas de abastecimento e esgotamento sanitário.

Segundo Rafael, a ampliação dos investimentos está relacionada à concessão dos serviços de água e esgoto à empresa Águas do Piauí, cuja operação começou há cerca de 15 meses. O candidato afirmou que a medida segue as regras do Marco Legal do Saneamento e que os investimentos devem aumentar nos próximos anos.

“O abastecimento de água é um problema secular e que a companhia estatal, a Agespisa, nunca conseguiu solucionar. Por isso que tivemos que fazer a concessão do serviço de água e esgoto e agora a Águas do Piauí está com a operação do sistema e os investimentos irão multiplicar por cinco vezes, como já aconteceram nesses 15 meses”, declarou.

Durante o debate, Rafael citou Teresina como exemplo da expansão do esgotamento sanitário após a concessão. De acordo com ele, a cobertura teria passado de 18% para 60%. O candidato afirmou que a expectativa é ampliar a infraestrutura também nos municípios do interior.

Rafael reconheceu que entre 7% e 10% da população ainda enfrenta dificuldades de abastecimento e disse que a universalização do acesso à água será uma das prioridades.

Além dos recursos previstos para a concessão, o candidato mencionou investimentos estaduais e federais em adutoras, barragens, sistemas de abastecimento, cisternas e equipamentos de dessalinização.

Meio ambiente

No primeiro bloco do debate, Rafael também apresentou propostas e citou ações relacionadas ao meio ambiente. Segundo o candidato, houve redução de 50% nos focos de incêndio e no desmatamento no Piauí.

Ele afirmou ainda que o Corpo de Bombeiros foi ampliado para os 12 Territórios de Desenvolvimento e que mais de 2 mil brigadistas municipais foram formados para atuar no combate às queimadas.

Rafael também defendeu o uso do potencial solar e eólico do Piauí como estratégia para atrair novas indústrias e ampliar a industrialização do estado com base em fontes de energia consideradas limpas.

Embate com Joel Rodrigues

Durante o debate, Rafael também respondeu a críticas feitas pelo candidato Joel Rodrigues (PP) relacionadas ao abastecimento de água e à sua proximidade política com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Rafael afirmou que Joel integrou o grupo político ligado a Lula no passado e criticou a postura do adversário em relação ao atual presidente.

“Na vida pública, no início da década de 90 e até 2021, Joel fez parte do grupo político do presidente Lula, que tanto critica. A sociedade não aceita quem não tem lado. Eu tenho lado. Meu lado é explícito, é o do presidente Lula, do senador Marcelo Castro, do senador Júlio César”, afirmou.

Fonte: Ascom