Política

PENA RECALCULADA

Saiba o que acontece com Bolsonaro com derrubada de veto de Lula ao PL da Dosimetria

PL da Dosimetria reduz penas de condenados pelos ataques de 8 de janeiro de 2023, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro, que pode migrar de regime em um prazo menor

Da Redação

30 de abril de 2026 às 16:14 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • O Congresso derrubou o veto presidencial ao projeto "PL da Dosimetria".
  • O projeto reduz as penas de envolvidos nos ataques de 8 de janeiro de 2023, incluindo Jair Bolsonaro.
  • Bolsonaro, atualmente em prisão domiciliar, foi condenado a 27 anos por tentativa de golpe.
  • A nova regra pode permitir a mudança de regime prisional para Bolsonaro em 2 a 4 anos.
  • O texto impede a soma das penas para dois crimes específicos e estipula a aplicação da pena do crime mais grave.
  • Prevê redução de pena de um a dois terços para crimes em contexto de multidão, desde que o réu não tenha liderado ou financiado os atos.
  • O Supremo Tribunal Federal ficará responsável por recalcular as punições dos réus, mediante provocação.
  • O texto será promulgado pelo presidente da República ou, se não ocorrer, pelo presidente do Senado.
  • A lei terá vigência imediata após publicação oficial.

Plenário da Câmara dos Deputados
Plenário da Câmara dos Deputados

Com a derrubada do veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta quinta-feira (30), o Congresso Nacional concluiu a análise do projeto conhecido como "PL da Dosimetria". O projeto reduz penas de condenados pelos ataques de 8 de janeiro de 2023, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro.

O ex-presidente está há pouco mais de um mês em prisão domiciliar por questões de saúde, mas, em tese, segue em regime fechado, pois foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe. Segundo a Vara de Execuções Penais do Distrito Federal, ele só poderia passar do regime fechado para o semiaberto dentro de sete anos, em 2033.

Foto: jairmessiasbolsonaro/Instagram

Com a nova regra, especialistas estimam que o ex-presidente terá chance de migrar de regime num prazo que varia entre dois e quatro anos. Isso porque o texto impede a soma de dois crimes: abolição violenta do Estado Democrático de Direito, com pena de 4 a 8 anos de prisão; e golpe de Estado, com pena de 4 a 12 anos.

Pela medida, vale a pena do crime mais grave, golpe de Estado, acrescida de um sexto até a metade. O projeto também prevê redução da pena de um a dois terços quando os crimes ocorrerem em contexto de multidão, desde que o réu não tenha financiado os atos nem exercido papel de liderança.

Caberá ao Supremo Tribunal Federal (STF) recalcular as punições de cada um dos réus. Para isso, a corte precisará ser provocada, por exemplo, pela defesa de algum dos condenados, pelo Ministério Público ou por um ministro relator de um dos casos da tentativa de golpe. Portanto, a redução de pena não será automática.

O texto será encaminhado para promulgação pelo presidente da República em até 48 horas. Caso isso não ocorra, a tarefa caberá ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).  Após a promulgação, o texto passa a valer como lei, com vigência imediata após a publicação oficial.

Fonte: G1