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Lula avança no Sudeste e Flávio Bolsonaro mantém vantagem entre evangélicos, diz Quaest

Dados da Quaest revelam oscilações no eleitorado e apontam redução das diferenças entre Lula e Flávio Bolsonaro em grupos específicos

Da Redação

21 de julho de 2026 às 12:15 ▪ Atualizado há 3 horas

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  • Pesquisa revela intenções de voto em possível segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro.
  • Lula tem 45% das intenções de voto, contra 37% de Flávio.
  • No Sudeste, Lula lidera numericamente; cenário é de empate técnico.
  • No Nordeste, Lula mantém vantagem de 26 pontos.
  • No Sul, Flávio lidera, mas vantagem diminuiu.
  • Centro-Oeste e Norte mostram inversão, com Lula à frente.
  • Lula amplia vantagem entre mulheres e idosos.
  • Ambos empatam tecnicamente entre jovens de 16 a 34 anos.
  • Lula lidera entre católicos; Flávio lidera entre evangélicos, mas vantagem caiu.
  • Lula tem ampla vantagem entre eleitores de menor renda e reduz diferença entre os de maior renda.

Ricardo Stuckert/PR; Pedro França/Agência Senado Lula e Flávio Bolsonaro candidatos das Eleições 2026 | Crédito: Ricardo Stuckert/PR; Pedro França/Agência Senado
Lula e Flávio Bolsonaro candidatos das Eleições 2026 | Crédito: Ricardo Stuckert/PR; Pedro França/Agência Senado

O detalhamento da pesquisa Quaest, divulgado na quarta-feira (15), revela mudanças importantes nas intenções de voto em um eventual segundo turno entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Os dados mostram que Lula ganhou espaço em regiões e segmentos estratégicos do eleitorado, enquanto Flávio segue com ampla vantagem entre os evangélicos.

Na simulação de segundo turno, Lula aparece com 45% das intenções de voto, contra 37% de Flávio Bolsonaro. O detalhamento do levantamento mostra como esse desempenho varia entre diferentes grupos da população.

Lula cresce no Sudeste

Um dos principais destaques da pesquisa é a mudança registrada no Sudeste, maior colégio eleitoral do país. Depois de aparecer atrás de Flávio Bolsonaro nas rodadas realizadas em março e abril, Lula passou a liderar numericamente a disputa na região, com 40% das intenções de voto, contra 37% do senador. Como a diferença está dentro da margem de erro de três pontos percentuais, o cenário é considerado de empate técnico.

O Nordeste continua sendo o principal reduto eleitoral do presidente, onde ele mantém vantagem de 26 pontos percentuais. Já no Sul, Flávio Bolsonaro segue na liderança, embora sua vantagem tenha diminuído de 25 pontos em abril para 13 pontos na pesquisa mais recente.

Outra mudança importante ocorreu nas regiões Centro-Oeste e Norte. Em março, Flávio liderava o cenário por 15 pontos. Agora, Lula aparece à frente com 14 pontos de vantagem, indicando uma inversão nas preferências do eleitorado.

Mulheres e idosos reforçam vantagem de Lula

Entre as mulheres, Lula ampliou sua vantagem e aparece com 47% das intenções de voto, contra 34% de Flávio Bolsonaro. Entre os homens, o presidente também passou à frente numericamente, registrando 44%, contra 40% do senador, embora o cenário ainda seja de empate técnico.

Na divisão por idade, Lula mantém vantagem entre os eleitores com 60 anos ou mais, grupo em que abriu 17 pontos de diferença. Entre os jovens de 16 a 34 anos, os dois aparecem tecnicamente empatados, com 42% para Lula e 40% para Flávio Bolsonaro.

Flávio mantém liderança entre evangélicos

No recorte por religião, Lula ampliou sua vantagem entre os católicos. O presidente registra 52% das intenções de voto, contra 32% de Flávio Bolsonaro, uma diferença de 20 pontos.

Entre os evangélicos, porém, o senador do PL continua liderando. Segundo a Quaest, Flávio Bolsonaro aparece com 53%, enquanto Lula soma 31% das intenções de voto nesse segmento. Apesar da liderança, a vantagem diminuiu em relação ao mês de maio, quando chegou a 37 pontos percentuais, caindo agora para 22 pontos.

O levantamento também mostra que Lula segue com ampla vantagem entre os eleitores de menor renda e reduziu significativamente a diferença entre os entrevistados de maior poder aquisitivo, indicando mudanças importantes na composição do eleitorado às vésperas da corrida presidencial de 2026.

Fonte: g1