Política

STF arquiva caso Abin Paralela

Alexandre de Moraes arquiva investigação sobre caso Abin Paralela

Decisão segue parecer da PGR após condenação de Bolsonaro por monitoramento ilegal.

Teresinha Ferreira

20 de julho de 2026 às 17:35 ▪ Atualizado há 8 horas

Ver resumo
  • O ministro Alexandre de Moraes arquivou a investigação sobre Jair Bolsonaro relacionada ao uso ilegal da Abin.
  • Moraes seguiu o parecer da PGR, afirmando que Bolsonaro já foi condenado em outro processo pelo monitoramento ilegal.
  • Bolsonaro recebeu uma sentença de 27 anos e três meses de prisão em um caso que inclui essa acusação.
  • As acusações contra Carlos Bolsonaro foram enviadas para a Justiça Federal no Distrito Federal.
  • A Polícia Federal investigou ligações entre o "Gabinete do Ódio" e a "Abin Paralela".
  • Investigação contra Luiz Fernando Corrêa, ex-diretor da Abin, foi arquivada por falta de indícios suficientes.
  • Moraes destacou a falta de individualização concreta das condutas investigadas.

Agência Brasil Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF)
Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF)

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta segunda-feira (20) o arquivamento da investigação contra o ex-presidente Jair Bolsonaro sobre o uso ilegal da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante seu governo.

Conforme a decisão, Moraes seguiu o parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) e concluiu que Bolsonaro já foi condenado pelos fatos relacionados ao monitoramento ilegal de autoridades públicas. No processo da trama golpista, Bolsonaro recebeu uma sentença de 27 anos e três meses de prisão, a qual também inclui essa acusação.

Moraes determinou que as acusações contra Carlos Bolsonaro, filho do ex-presidente, sejam enviadas para a Justiça Federal no Distrito Federal. Durante a investigação, a Polícia Federal (PF) examinou a suposta ligação do "Gabinete do Ódio" com o caso Abin Paralela.

Na mesma decisão, o ministro arquivou as investigações contra o ex-diretor-geral da Abin, Luiz Fernando Corrêa, e outros ex-dirigentes da instituição, considerando que não há indícios suficientes para prosseguir com a investigação criminal.

Segundo Moraes, "as imputações se limitam a conclusões genéricas, sem individualização concreta das condutas ou demonstração de elementos necessários à configuração de fato penalmente relevante". Com isso, a PF deve cancelar os indiciamentos dos envolvidos.

Fonte: Agência Brasil