PLENÁRIA NA ONU
Da Redação
21 de setembro de 2026 às 15:30 ▪ Atualizado há 53 minutos
O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, apresentou nesta segunda-feira (21), em Nova York, o programa Acredita no Primeiro Passo durante uma plenária da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). O debate reuniu representantes de diferentes países e teve a participação do economista Muhammad Yunus, vencedor do Prêmio Nobel da Paz em 2006 e conhecido pela criação do modelo de microcrédito do Grameen Bank, em Bangladesh.
Na plenária, Wellington Dias defendeu a integração entre políticas de proteção social e iniciativas voltadas à geração de trabalho e renda. O Acredita no Primeiro Passo é direcionado a pessoas inscritas no Cadastro Único e reúne ações de qualificação profissional, acesso ao emprego, empreendedorismo e microcrédito produtivo orientado.
“A proteção social é fundamental para garantir segurança às famílias, mas precisamos também abrir caminhos para a autonomia. Com o Acredita no Primeiro Passo, estamos conectando qualificação, emprego, empreendedorismo e crédito para que as pessoas tenham condições de transformar oportunidades em renda e melhoria de vida”, afirmou o ministro.

Durante sua participação, Dias também citou a experiência de Yunus com o microcrédito e defendeu que o acesso a financiamento seja acompanhado por outras políticas públicas.
“Pessoas em situação de pobreza não podem ser vistas apenas como beneficiárias de políticas públicas. Elas são também empreendedoras, trabalhadoras, produtoras e agentes econômicos. O crédito abre portas, mas precisa estar acompanhado de qualificação, orientação, acesso a mercados, proteção social e tecnologia”, declarou.
A participação do ministro ocorre no ano em que são lembrados 50 anos da experiência que deu origem ao microcrédito moderno. Yunus ficou conhecido internacionalmente por ampliar o acesso a pequenos empréstimos para pessoas de baixa renda que não atendiam às exigências tradicionais do sistema financeiro.

Além de apresentar a experiência brasileira, Wellington Dias defendeu que políticas de inclusão produtiva sejam incorporadas à agenda internacional diante das mudanças provocadas pela tecnologia no mercado de trabalho.
O ministro também destacou a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, iniciativa lançada pelo Brasil durante a presidência brasileira do G20, como uma forma de ampliar a cooperação entre países e levar políticas de combate à pobreza a mais pessoas.
“O mundo não precisa começar do zero. Existem políticas e experiências que funcionam. Precisamos dar escala a essas soluções e conectar proteção social com autonomia econômica. A fome é uma escolha e acabar com ela também é uma escolha política”, concluiu.

Fonte: Ascom
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