OPERAÇÃO
Da Redação
21 de julho de 2026 às 14:53 ▪ Atualizado há 3 horas
Os empresários responsáveis pelos postos de combustíveis interditados por suspeita de fraudes durante uma operação da Secretaria da Segurança Pública do Piauí (SSP-PI), nesta terça-feira (21), terão que pagar fiança de R$ 162 mil para evitar a prisão. De acordo com a polícia, os gerentes dos estabelecimentos terão uma fiança estabelecida em R$ 16 mil e devem ser pagas nas próximas horas.
A ação policial investiga uma possível fraude conhecida como “bomba baixa”, prática em que a bomba de abastecimento registra uma quantidade de combustível superior ao volume realmente entregue ao consumidor.
Segundo o delegado Matheus Zanatta, responsável pela investigação, a polícia decidiu não realizar prisões durante a operação porque foi adotada a medida de concessão de fiança. No entanto, caso os valores não sejam pagos dentro do prazo estabelecido, os investigados poderão ser presos.
A operação realizou 23 mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados no Piauí, São Paulo e Bahia. No estado, dez postos foram interditados: oito em Teresina, um em Parnaíba e outro em Capitão de Campos.
Durante a operação, equipes policiais apreenderam aparelhos celulares e outros materiais que podem ajudar a esclarecer como o suposto esquema funcionava.
De acordo com o delegado Matheus Zanatta, o objetivo agora é identificar os responsáveis pela adulteração dos equipamentos utilizados nas bombas de combustível e entender a participação de cada investigado.
A SSP-PI informou ainda que alguns dos postos envolvidos já tinham sido fiscalizados anteriormente por órgãos de controle, como a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e o Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon).
Além das ações realizadas no Piauí, agentes cumpriram mandados em imóveis dos empresários responsáveis pelas redes de postos nos estados da Bahia e São Paulo.
Teresina
Parnaíba
Capitão de Campos
A investigação continua para identificar outros possíveis envolvidos e reunir provas sobre a suposta manipulação das bombas de abastecimento. Caso confirmadas as irregularidades, os responsáveis poderão responder criminalmente pelas fraudes contra os consumidores.
ASSASSINATO
NOVA FRAUDE
ROUBO DE REMÉDIOS
OPERAÇÃO
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TENTATIVA DE SEQUESTRO