Polícia

DECISÃO JUDICIAL

Justiça manda soltar ex-prefeito Chico Filho condenado por corrupção em Bertolínia

TRF-1 suspendeu a execução da pena de Chico Filho, preso no dia 12 de setembro; habeas corpus ainda será julgado

Da Redação

18 de setembro de 2026 às 18:00 ▪ Atualizado há 44 minutos

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  • A Justiça Federal suspendeu a execução penal do ex-prefeito de Bertolínia, Chico Filho, anteriormente preso para cumprir pena de 7 anos e 2 meses.
  • A decisão foi do desembargador Marcos Augusto de Sousa, do TRF-1, após liminar em habeas corpus.
  • A suspensão foi determinada para ser comunicada com urgência.
  • Chico Filho foi condenado por crimes de responsabilidade e irregularidades licitatórias durante sua gestão como prefeito.
  • Sua defesa argumentou que o tribunal não analisou corretamente o marco de interrupção da prescrição e questões processuais.
  • O desembargador considerou os argumentos da defesa plausíveis e um risco em iniciar a execução da pena.
  • A suspensão é temporária até que o habeas corpus seja analisado definitivamente.
  • O caso ainda está em julgamento, com solicitações de informações e manifestação do Ministério Público Federal.
  • Chico Filho também foi prefeito de Uruçuí e deputado estadual no Piauí.

Reprodução Francisco Donato Linhares de Araújo Filho
Francisco Donato Linhares de Araújo Filho

A Justiça Federal determinou a suspensão da execução penal do ex-prefeito de Bertolínia e ex-deputado estadual Francisco Donato Linhares de Araújo Filho, conhecido como Chico Filho, que havia sido preso no dia 12 de setembro para cumprir pena de 7 anos e 2 meses em regime inicialmente semiaberto.

A decisão foi tomada nesta sexta-feira (18) pelo desembargador federal Marcos Augusto de Sousa, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), que reconsiderou uma decisão anterior e concedeu liminar em habeas corpus apresentado pela defesa.

Com a decisão, o Juízo Federal de Floriano deverá suspender imediatamente a execução da pena. O tribunal determinou que a ordem fosse comunicada com urgência para o cumprimento.

Chico Filho foi preso pela Polícia Federal em Bertolínia, no Sul do Piauí. A prisão estava relacionada a uma condenação definitiva por crimes praticados durante sua gestão como prefeito do município. Segundo as informações do processo, a condenação envolve crimes de responsabilidade e irregularidades em procedimentos de licitação.

Defesa questionou execução da pena

No pedido de reconsideração, a defesa de Chico Filho alegou, entre outros pontos, que o TRF-1 não teria analisado corretamente o marco de interrupção da prescrição estabelecido anteriormente pelo próprio tribunal.

Os advogados também questionaram a ausência da chamada publicação em cartório prevista no Código de Processo Penal e a interpretação adotada sobre uma resolução do Conselho Nacional de Justiça relacionada a condenados em regime semiaberto.

Ao reexaminar o caso, o desembargador considerou que havia, em uma análise preliminar, plausibilidade nos argumentos apresentados pela defesa. O magistrado também apontou a existência de risco decorrente do início da execução da pena.

Por isso, reconsiderou a decisão anterior e suspendeu a execução penal até que o habeas corpus seja analisado definitivamente.

Habeas corpus ainda será julgado

A decisão desta sexta-feira (18) não encerra o processo nem altera, neste momento, a condenação de Chico Filho. O habeas corpus ainda terá o mérito analisado pelo TRF-1.

Antes do julgamento definitivo, o tribunal solicitou informações à autoridade apontada pela defesa como responsável pelo ato questionado e determinou a manifestação do Ministério Público Federal.

Chico Filho também foi prefeito de Uruçuí e deputado estadual por três mandatos na Assembleia Legislativa do Piauí.