Polícia

IA NA PRF

MPF emprega inteligência artificial para apurar assédio na PRF

Tecnologia analisa casos de discriminação de gênero dos últimos cinco anos

Teresinha Ferreira

18 de setembro de 2026 às 15:47 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • O MPF está usando inteligência artificial para monitorar processos disciplinares na PRF.
  • A tecnologia foca em casos de assédio e violência de gênero.
  • A iniciativa responde a denúncias de falta de punição em casos de discriminação.
  • Desenvolvido pela Câmara de Controle Externo e a Subsecretaria de Inteligência Artificial.
  • Examina todo o processo investigativo, do início ao fim.
  • 76,92% dos investigados são homens; vítimas incluem policiais, agentes e cidadãs.
  • De 52 procedimentos, apenas oito abriram Processos Administrativos Disciplinares.
  • A ferramenta identificou ausência de medidas acautelatórias e minimização de assédios.
  • Os dados são usados para mudanças estruturais na PRF.
  • Futuramente ajudará a monitorar o Plano de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio.
  • Análise poderá ser expandida para outras forças policiais e procedimentos do MPF.

Ministério Público Federal (MPF) Inteligência artificial
Inteligência artificial

O Ministério Público Federal (MPF) está utilizando inteligência artificial para monitorar processos disciplinares abertos na Polícia Rodoviária Federal (PRF) nos últimos cinco anos. A tecnologia foi desenvolvida para analisar casos de assédio e violência de gênero, contribuindo para a atuação mais eficaz dos procuradores e a proteção reforçada das vítimas.

A iniciativa surgiu após denúncias de mulheres policiais e servidoras de órgãos federais sobre a falta de punição em casos de discriminação de gênero. Desenvolvida pela Câmara de Controle Externo da Atividade Policial e a Subsecretaria de Inteligência Artificial, a ferramenta examina todo o fluxo de apuração, desde o relato inicial até o resultado final dos processos investigativos.

A análise revelou que 76,92% dos investigados são homens, com vítimas variando entre policiais, agentes, terceirizadas e cidadãs. Dos 52 procedimentos estudados, apenas oito resultaram em abertura de Processo Administrativo Disciplinar (PAD), enquanto muitos foram arquivados sem encaminhamento ao MPF.

Além de identificar falhas como a ausência de medidas acautelatórias para vítimas, a tecnologia destaca tentativas de minimizar assédios como "brincadeiras". Os dados são consolidados em um painel exclusivo do MPF, que busca implementar mudanças estruturais na PRF.

A ferramenta deverá ser usada futuramente para monitorar a implementação do Plano Setorial de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio. O MPF também planeja expandir essa análise para outras forças policiais e para seus próprios procedimentos.

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Fonte: Ministério Público Federal (MPF)