Piauí Hoje Pet

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Saúde animal começa pela prevenção e passa pela vacinação

Imunização contribui para prevenir zoonoses e reduzir riscos para toda a população

Sérgio Dias

19 de julho de 2026 às 09:24 ▪ Atualizado há 12 horas

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  • O Julho Dourado visa conscientizar sobre a saúde animal e a prevenção de zoonoses no Brasil, destacando a importância da vacinação de cães e gatos.
  • A vacinação é crucial para reduzir a circulação de doenças infecciosas e proteger a saúde pública.
  • Protege contra doenças graves como a raiva, cuja vacinação antirrábica é essencial.
  • Em 2025, o Brasil atingiu 78% de cobertura vacinal contra a raiva, um aumento significativo.
  • Entre 2012 e 2018, menos de 70% dos municípios atingiram a meta de vacinação, mas campanhas foram retomadas.
  • Além da raiva, a prevenção abrange outras zoonoses como leishmaniose visceral e leptospirose.
  • Calendário vacinal deve começar entre a sexta e oitava semana de vida dos pets, com reforços regulares.
  • Vacinas essenciais para cães incluem V8/V10 e para gatos V3/V4/V5, além da antirrábica.
  • Mesmo animais que vivem exclusivamente dentro de casa devem ser vacinados para total proteção.
  • A vacinação em massa contribui para controlar zoonoses e proteger a comunidade.

Pexels Saúde animal começa pela prevenção e passa pela vacinação
Saúde animal começa pela prevenção e passa pela vacinação

O Julho Dourado amplia a conscientização sobre a saúde animal e a prevenção das zoonoses no Brasil ao colocar a vacinação de cães e gatos entre as medidas para reduzir a circulação de agentes infecciosos que podem atingir animais e seres humanos. A campanha chama a atenção para a responsabilidade dos tutores na manutenção do calendário vacinal e para o papel da medicina veterinária preventiva na proteção individual dos pets e na saúde pública.

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A vacinação representa uma das principais barreiras contra doenças infecciosas e zoonoses, especialmente quando alcança uma parcela da população animal capaz de reduzir a circulação dos agentes causadores. “Ela protege cães e gatos contra diversas doenças infecciosas, muitas delas graves e potencialmente fatais, contribuindo para uma vida mais saudável e com maior qualidade de vida. Além da proteção individual dos animais, a vacinação tem um importante papel na saúde pública, pois reduz a circulação de agentes infecciosos e ajuda a prevenir zoonoses, que são doenças transmitidas dos animais para os seres humanos”, explica Sylvia Rocha Silveira Pires, médica veterinária e professora da Afya São João del Rei.

Entre as zoonoses de maior atenção no país está a raiva, doença que apresenta letalidade próxima de 100% após o surgimento dos sintomas. A vacinação antirrábica permanece como uma das medidas utilizadas para impedir a circulação do vírus e proteger cães, gatos e seres humanos.

Em 2025, o Brasil alcançou cerca de 78% de cobertura na vacinação antirrábica de cães e gatos, índice superior aos registrados em anos anteriores e associado à retomada das campanhas em praticamente todo o território nacional.

Os números representam uma mudança em relação ao histórico da última década. Entre 2012 e 2018, menos de 70% dos municípios brasileiros atingiram a meta de vacinar 80% da população canina estimada. A cobertura foi afetada por atrasos na produção e distribuição das vacinas e por dificuldades na organização das campanhas em alguns estados. Em 2019, a vacinação antirrábica ocorreu de maneira excepcional apenas em áreas consideradas de maior risco, incluindo estados do Nordeste e regiões de fronteira com a Bolívia.

Além da raiva, outras zoonoses demandam acompanhamento, entre elas a leishmaniose visceral, a leptospirose e doenças transmitidas por ectoparasitas. No caso da leptospirose, a vacinação pode diminuir o risco de adoecimento dos cães e reduzir a eliminação da bactéria no ambiente, contribuindo para limitar a exposição de outros animais e das pessoas.

A prevenção começa ainda nos primeiros meses de vida. O calendário vacinal de cães e gatos deve ser iniciado entre a sexta e a oitava semana, com reforços a cada três ou quatro semanas até aproximadamente as 16 semanas de idade. A definição das vacinas e dos reforços posteriores deve considerar a espécie, a idade, o histórico e a exposição do animal, sob orientação de um médico-veterinário.

Para os cães, as vacinas essenciais incluem a múltipla V8 ou V10, que oferece proteção contra doenças como cinomose, parvovirose, hepatite infecciosa, adenovirose, parainfluenza e leptospirose, além da antirrábica. Para os gatos, o protocolo pode incluir as vacinas V3, V4 ou V5, conforme avaliação veterinária, com proteção contra doenças como panleucopenia, rinotraqueíte e calicivirose, além da vacinação contra a raiva.

A necessidade de vacinação também alcança os animais que vivem exclusivamente dentro de casa. A ausência de acesso à rua não elimina completamente o risco de contato com agentes infecciosos, que podem chegar ao ambiente por roupas, calçados e objetos, além de situações como fugas, viagens, consultas ou internações.

Manter o calendário vacinal atualizado, portanto, vai além da proteção de um único animal. A medida reduz riscos de transmissão, contribui para o controle de zoonoses e integra os cuidados relacionados à convivência entre animais e pessoas. “Quando mantemos um número elevado de animais vacinados, diminuímos significativamente o risco de surtos e protegemos toda a comunidade”, conclui a médica veterinária.

*** Texto escrito por colaborador externo. As opiniões nele contidas não refletem, necessariamente, a opinião do veículo.

Fonte: Sérgio Dias

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Natural de Pernambuco, é jornalista em São Paulo, editor dos jornais Alpha Autos e BLEH!, do blog Alpha Lazer e da fanpage @CoisaVelha - que tem mais de um milhão de seguidores no Facebook e Instagram. É Top4 dos “+Admirados Jornalistas da Imprensa Automotiva 2023”, na votação promovida pelo Jornalistas&Cia Imprensa Automotiva.