Piauí Hoje Pet

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O silêncio dos gatos pode esconder sinais de dor e doenças

Mudanças na rotina, postura e alimentação podem indicar problemas de saúde

Sérgio Dias

20 de agosto de 2026 às 10:38 ▪ Atualizado há 40 minutos

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  • Mudanças sutis no comportamento dos gatos podem indicar problemas de saúde.
  • Diminuição do apetite ou variação no consumo de água devem ser observadas.
  • Alterações na rotina da caixa de areia podem sinalizar problemas urinários ou intestinais.
  • Relutância em saltar ou usar escadas pode indicar dor articular.
  • Dor crônica em gatos é frequentemente ignorada por ocorrer gradualmente.
  • Mudanças na limpeza e na aparência podem refletir desconforto.
  • Alterações no comportamento social, como isolamento ou busca de atenção, são significativas.
  • O tutor deve observar o histórico e comportamento habitual do gato para identificar anomalias.
  • É importante procurar orientação veterinária em vez de medicar o gato por conta própria.

Pexels O silêncio dos gatos pode esconder sinais de dor e doenças
O silêncio dos gatos pode esconder sinais de dor e doenças

O gato que deixa de subir no sofá, passa mais tempo escondido ou reduz a quantidade de alimento consumido pode estar fazendo mais do que simplesmente mudar sua rotina. Alterações que parecem pequenas para o tutor podem indicar dor ou problemas de saúde e, por isso, observar o comportamento cotidiano dos felinos tornou-se parte do processo de identificação de condições que exigem avaliação veterinária.

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A dificuldade está na maneira como os gatos manifestam desconforto. Diferentemente da expectativa de que um animal com dor necessariamente vocalize ou apresente uma mudança evidente, os felinos podem continuar realizando parte de suas atividades enquanto modificam comportamentos específicos. Por isso, conhecer os hábitos do próprio animal ajuda a identificar quando alguma coisa saiu do padrão.

A alimentação é um dos pontos que merecem acompanhamento. Redução do apetite, dificuldade para mastigar ou mudança na forma de se aproximar do alimento podem estar relacionadas a diferentes condições. O mesmo vale para o consumo de água, principalmente quando ocorre aumento ou redução sem uma mudança conhecida na alimentação ou no ambiente.

A caixa de areia também funciona como fonte de informação. Mudanças na frequência de urina e fezes, dificuldade para entrar no recipiente, eliminação fora do local habitual ou permanência prolongada na caixa justificam atenção. Algumas alterações podem estar associadas a problemas urinários, intestinais ou locomotores e precisam ser avaliadas pelo médico-veterinário.

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O movimento oferece outras pistas. Um gato que sempre subiu em móveis e passa a evitar saltos pode estar enfrentando desconforto nas articulações. Dificuldade para utilizar escadas, redução das brincadeiras e mudanças na postura durante o repouso também podem fazer parte desse conjunto de sinais.

A dor crônica pode ser ainda menos perceptível porque as transformações acontecem gradualmente. O tutor se acostuma à redução da atividade e pode atribuí-la exclusivamente ao envelhecimento. Entretanto, doenças articulares e outras condições podem interferir na mobilidade dos gatos idosos e demandar acompanhamento.

A própria aparência do animal pode trazer informações. Redução da autolimpeza, pelos sem os cuidados habituais ou lambedura insistente de uma região merecem observação. Mudanças na expressão facial, posição das orelhas, olhos parcialmente fechados e tensão no focinho também são utilizadas por profissionais na avaliação da dor felina.

O comportamento social completa essa leitura. Alguns gatos procuram isolamento quando não estão bem, enquanto outros passam a buscar mais contato com o tutor. Irritação ao ser tocado, vocalização diferente, agressividade ou recusa de interação também podem representar alterações relacionadas a desconforto.

Nenhum desses comportamentos, isoladamente, determina um diagnóstico. Uma mudança pode ter diferentes causas e precisa ser analisada considerando idade, histórico, ambiente e condição clínica. É justamente por isso que tentar medicar o animal por conta própria pode acrescentar riscos ao problema inicial.

Para o tutor, a principal ferramenta disponível dentro de casa continua sendo a comparação com o próprio comportamento do gato. Quanto ele comia, como brincava, onde dormia, de que maneira utilizava a caixa de areia e como interagia antes da mudança são informações que podem auxiliar a consulta.

O gato não precisa emitir um som para mostrar que alguma coisa mudou. Muitas vezes, a informação está na refeição que ficou no pote, no salto que deixou de acontecer ou no esconderijo procurado com maior frequência. Perceber essas mudanças e procurar orientação veterinária permite transformar comportamento em informação antes que o problema avance.

A observação de alterações graduais é particularmente importante porque a dor crônica felina pode aparecer por meio de mudanças de atividade, postura, higiene e interação, e não necessariamente por vocalização.

*** Texto escrito por colaborador externo. As opiniões nele contidas não refletem, necessariamente, a opinião do veículo.

Fonte: Sérgio Dias

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Natural de Pernambuco, é jornalista em São Paulo, editor dos jornais Alpha Autos e BLEH!, do blog Alpha Lazer e da fanpage @CoisaVelha - que tem mais de um milhão de seguidores no Facebook e Instagram. É Top4 dos “+Admirados Jornalistas da Imprensa Automotiva 2023”, na votação promovida pelo Jornalistas&Cia Imprensa Automotiva.