NEPOTISMO

Prefeito é alvo de ação do MP-PI por empregar 9 parentes em município do Piauí

Ex-vereadores e ex-prefeito de João Costa também são alvos de investigação do Ministério Público


Prefeito Gilson Castro é alvo de inquérito do MP-PI

Prefeito Gilson Castro é alvo de inquérito do MP-PI Foto: Reprodução/Facebook

O prefeito Gilson Castro (PV) é alvo de ação civil do Ministério Público do Piauí (MP-PI) por ter nomeado nove familiares a cargos de confiança no município de João Costa, situado 488 quilômetros ao Sul de Teresina. As nomeações e exonerações ocorreram durante seu primeiro mandato, que começou em 2013. A ação foi protocolada na última terça-feira (23) através da 2º Promotoria de Justiça de São João do Piauí, sob o comando do promotor Jorge Pessoa.

A investigação do MP-PI aponta que as nomeações não levaram em conta se os parentes de Gilson possuíam capacidade técnica para assumir os cargos na prefeitura. Assim, ele realizou sucessivas nomeações e exonerações da esposa, do pai, de duas irmãs, de duas cunhadas, de dois tios e de um primo para chefiar várias secretarias do município e a direção de postos de saúde de João Costa. 

Somente a primeira-dama chegou a estar a frente das pastas da Assistência Social, depois foi exonerada e assumiu a Secretaria Municipal de Administração e Planejamento. Já o pai de Gilson começou como secretário de Transporte e posteriormente assumiu a Secretaria de Administração e Planejamento, mas foi exonerado. O titular da 2ª PJ de São João do Piauí classifica essas mudanças como verdadeira “dança das cadeiras”.

Na ação, o promotor de Justiça apresenta todas as portarias de nomeação e exoneração dos parentes dos prefeitos de João Costa. Além disso, o membro do MP explica que o grau de parentesco foi confirmado através de buscas feitas no Banco de Dados Integrados (BID), ferramenta desenvolvida pelo MPPI.

IMPROBIDADE É PRÁTICA RECORRENTE

Em fevereiro deste ano o vereador José Francisco Assis Magalhães também foi alvo de ação do MP-PI por empregar filhos e cunhados na Câmara municipal de João Costa.

Maria Angélica Alves Cardoso, ex-presidente da Câmara, também foi processado pelo Ministério Público por irregularidades na prestação de contas da Casa Legislativa em 2010.

Já o ex-prefeito pode ter que devolver mais de um milhão de reais aos cofres públicos. Segundo a denúncia da 2º Promotoria, Vitorino Tavares teve a gestão marcada por irregularidades como gastos a revelia da Lei de Licitações.

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Fonte: Com informações do MP-PI

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