Política

Operação Sem Refino da PF

PF cumpre mandados de busca contra ex-governador do RJ, Cláudio Castro

Ex-governador do Rio de Janeiro é alvo de operação que investiga irregularidades em grupo do setor de combustíveis

Da Redação

15 de maio de 2026 às 10:42 ▪ Atualizado há 2 horas

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  • A Polícia Federal realizou a Operação Sem Refino, envolvendo mandados de busca e apreensão, incluindo o ex-governador Cláudio Castro.
  • O empresário Ricardo Magro, da Refit, teve mandado de prisão preventiva expedido.
  • A operação investiga ocultação de patrimônio e envio ilegal de recursos ao exterior por um conglomerado do setor de combustíveis.
  • Foram emitidos 17 mandados de busca e apreensão e sete afastamentos de função pública no RJ, SP e DF, autorizados pelo STF.
  • A Justiça ordenou o bloqueio de R$ 52 bilhões em ativos e suspensão de atividades das empresas investigadas.
  • A operação contou com apoio da Receita Federal, focando em fraudes fiscais e operação irregular de refinarias.
  • A investigação está ligada à ADPF 635, envolvendo organizações criminosas e agentes públicos no RJ.

PF cumpre mandados de busca contra ex-governador do RJ, Cláudio Castro

O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro foi alvo de mandado de busca e apreensão pela Polícia Federal (PF) nesta sexta-feira (15), durante a Operação Sem Refino. A operação investiga suspeitas de irregularidades envolvendo um grupo econômico do setor de combustíveis.

Outro alvo da operação é o empresário Ricardo Magro, dono da Refit (Refinaria de Manguinhos), que teve um mandado de prisão preventiva expedido.

A ação tem como foco um conglomerado suspeito de usar estruturas societárias e financeiras para ocultar patrimônio, dissimular bens e enviar recursos ao exterior ilegalmente.

Ao todo, 17 mandados de busca e apreensão foram cumpridos, além de sete medidas de afastamento de função pública, nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e no Distrito Federal. As medidas foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

A Justiça também determinou a inclusão de um investigado na Difusão Vermelha da Interpol (Organização Internacional de Polícia Criminal), bloqueio de cerca de R$ 52 bilhões em ativos financeiros e suspensão das atividades econômicas das empresas investigadas.

A operação teve apoio técnico da Receita Federal. Segundo a PF, as investigações apuram possíveis fraudes fiscais, ocultação patrimonial e inconsistências relacionadas à operação de uma refinaria do grupo investigado.

Em nota, a corporação informou que a investigação faz parte das apurações no âmbito da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 635, que aborda a atuação de organizações criminosas e suas conexões com agentes públicos no estado do Rio de Janeiro.

Fonte: Agência Brasil



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