INVESTIGAÇÃO

Oposição protocola pedido de criação da CPI do MEC no Senado

A Comissão pretende investigar denúncias de corrupção no Ministério da Educação


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MEC Foto: Agência Brasil

A oposição protocolou pedido de criação de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar suposto esquema de corrupção no Ministério da Educação, durante a gestão do pastor Milton Ribeiro, que chegou a ser preso pela Polícia Federal na semana passada, alvo da Operação Acesso Pago.

O pedido foi entregue pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede/AP), líder da oposição no Senado, no início da tarde desta terça-feira (28). “Este requerimento já contou anteriormente com 29 assinaturas, e, a partir de ação coordenada do governo, ainda no mês de abril, tivemos a retirada de algumas dessas assinaturas, e por isso ele encontrava-se sobrestado. A partir dos últimos acontecimentos, em decorrência da prisão do ex-ministro da Educação Milton Ribeiro, conseguimos, finalmente, as assinaturas que restavam. Esse requerimento é protocolado no dia de hoje com um total de 30 assinaturas”, comemorou o senador.

Randolfe Rodrigues disse que espera contar ao todo com 32 assinaturas, incluindo as de Marcelo Castro e Confúcio Moura, que assinaram o requerimento nesta terça. “Portanto, é um requerimento robusto, mostrando que há um desejo no Senado de que esse esquema escandaloso que se instalou no Ministério da Educação tenha uma séria investigação”, assinalou o congressista.

O foco da CPI

Um dos objetivos da CPI será identificar o envolvimento do presidente Jair Bolsonaro (PL) no esquema que envolveria liberação de verbas da pasta para pastores aliados do chefe do Executivo nacional e do próprio ministro.

Além disso, a CPI se dedicará a investigar a possível interferência de Bolsonaro, que é suspeito de ter avisado Milton, anteriormente, sobre o trabalho de busca e apreensão realizado pela operação.

O regimento do Senado prevê que o requerimento de abertura da comissão precisa ser assinado por, no mínimo, 27 senadores – um terço dos 81 que compõem a Casa. Além disso, o documento deve indicar o fato a ser apurado, o número de integrantes, o prazo de duração e o limite de despesas para a realização das atividades.

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Fonte: Metrópoles

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