SEGUNDO TURNO
Da Redação
21 de outubro de 2026 às 10:30 ▪ Atualizado há 46 minutos
A quatro dias do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para domingo (25), Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) seguem em empate técnico na disputa pelo Palácio do Planalto. Pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta quarta-feira (21) mostra o senador com 51,1% dos votos válidos, contra 48,9% do atual presidente.
A diferença de 2,2 pontos percentuais está dentro da margem de erro de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, indicando que a disputa permanece aberta na reta final da campanha.

Considerando os votos totais, Flávio tem 48% das intenções de voto, enquanto Lula registra 46%. Outros 3,4% dos entrevistados afirmam que votarão em branco ou anularão o voto, e 2,6% ainda não sabem em quem votar.
O levantamento também aponta que 16,3% dos eleitores ainda admitem mudar de voto, enquanto 83,7% afirmam já ter decidido definitivamente. O percentual de indecisos quanto à escolha final pode ter relevância em uma disputa marcada pela proximidade entre os candidatos.
A pesquisa ouviu 1.500 eleitores por telefone entre os dias 15 e 19 de outubro. O levantamento tem nível de confiança de 95% e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-08251/2026.
Lula tem vantagem entre eleitores mais pobres e trabalhadores com carteira assinada
Os dados por renda mostram diferenças expressivas na preferência dos eleitores. Entre aqueles que recebem até um salário mínimo, Lula lidera com 61% das intenções de voto, contra 31,6% de Flávio Bolsonaro.
Já na faixa de renda de três a cinco salários mínimos, o cenário se inverte: o candidato do PL aparece com 61,1%, enquanto o presidente soma 34,7%.
A pesquisa também aponta uma divisão relacionada à percepção sobre trabalho e melhoria de vida. Entre os eleitores que associam a ascensão econômica ao emprego com carteira assinada e direitos garantidos, como férias, 13º salário e FGTS, Lula tem 65,4% das intenções de voto, contra 30,2% de Flávio.
Entre aqueles que consideram o empreendedorismo ou o trabalho por conta própria como caminhos para melhorar de vida, Flávio lidera com 62,3%, enquanto Lula registra 33,5%.
Lula lidera entre mulheres e eleitores com 60 anos ou mais
Entre as mulheres, Lula aparece numericamente à frente, com 47,6% das intenções de voto, contra 46,9% de Flávio Bolsonaro. Entre os homens, o senador lidera por 49,2% a 44,3%.
Na divisão por faixa etária, o melhor resultado de Lula aparece entre os eleitores com 60 anos ou mais. Nesse grupo, o presidente tem 51% das intenções de voto, enquanto Flávio registra 37,3%.
Entre os jovens de 16 a 24 anos, Flávio lidera com 56,2%, contra 39,5% de Lula.
A religião também revela diferenças importantes. Entre os católicos, Lula tem 55% das intenções de voto, ante 38,8% do adversário. Já entre os evangélicos, Flávio registra 69,8%, enquanto o presidente soma 26,8%.
Nordeste mantém vantagem de Lula; Flávio lidera no Sudeste
A divisão regional continua sendo um dos principais fatores da disputa presidencial. No Nordeste, Lula lidera com 58,3% das intenções de voto, contra 37,3% de Flávio Bolsonaro, uma diferença de 21 pontos percentuais.
No Norte, o presidente também aparece numericamente à frente, com 47,7%, enquanto o senador tem 44,5%.
No Sudeste, região que concentra o maior eleitorado do país, Flávio lidera com 55%, contra 40,7% de Lula. No Sul, o candidato do PL registra 49,5%, enquanto o presidente soma 43,6%.
No Centro-Oeste, Flávio tem 48,3% das intenções de voto, contra 35% de Lula.
Os números mostram que Lula mantém sua principal vantagem no Nordeste e entre eleitores de menor renda, enquanto Flávio tem resultados melhores no Sudeste e em segmentos como os eleitores evangélicos e os mais jovens.
Eleitores de Lula citam mais apoio ao presidente como motivo do voto
A pesquisa também investigou as razões que levam os eleitores a escolher cada candidato.
Entre os que declaram voto em Lula, 72,1% afirmam que votam nele por serem favoráveis ao presidente. Outros 23,6% dizem que a principal motivação é a oposição a Flávio Bolsonaro.
Entre os apoiadores do senador, 67,1% afirmam votar por identificação com o candidato, enquanto 31,2% dizem que a escolha é motivada principalmente pela rejeição a Lula.
A rejeição aos dois candidatos permanece elevada. Segundo o levantamento, 47,7% dos entrevistados afirmam que não votariam em Lula de jeito nenhum. No caso de Flávio Bolsonaro, o índice é de 46,5%.
Debates e propostas podem influenciar eleitores que ainda podem mudar de voto
Entre os 16,3% dos entrevistados que admitem reconsiderar a escolha, o desempenho dos candidatos nos debates aparece como um dos fatores que podem influenciar a decisão.
Nesse grupo, 16% afirmam que poderiam mudar de voto em função do desempenho dos candidatos nos confrontos televisivos. Outros 16% citam a possibilidade de uma proposta prejudicial a eles ou às suas famílias.
A revelação de um escândalo de corrupção envolvendo o candidato escolhido é apontada por 8,2% dos eleitores, mesmo percentual dos que dizem que poderiam mudar de posição ao conhecer uma proposta do adversário. Outros 39,3% não sabem dizer o que os faria alterar o voto.
Com Flávio Bolsonaro à frente por 2,2 pontos percentuais nos votos válidos, mas ainda dentro da margem de erro, a pesquisa Meio/Ideia mostra que a disputa pelo Palácio do Planalto segue acirrada na reta final.
Fonte: Revista Fórum
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