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ELEIÇÕES 2026

Flávio promete devolver dinheiro via Pix, mas não explica custos

A cinco dias do segundo turno, candidato do PL anuncia o programa “Vira Pix”, que prevê devolver parte dos valores pagos em contas de luz, prestações e taxas. Campanha não informa quanto cada consumidor receberia nem de onde sairiam os recursos.

Da Redação

20 de outubro de 2026 às 17:11 ▪ Atualizado há 41 minutos

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  • Flávio Bolsonaro anunciou o "Vira Pix", um programa que promete devolver parte do dinheiro gasto em pagamentos feitos via Pix.
  • A proposta ainda não tem detalhes sobre valores, critérios de participação ou impacto fiscal.
  • O programa seria em parceria com a Caixa Econômica Federal, funcionando como um sistema de recompensas financeiras similar a cashback.
  • Não foram esclarecidos quais pagamentos seriam contemplados, nem foi calculado o custo total ou a fonte dos recursos.
  • O Vira Pix não está incluído no plano de governo registrado no TSE por Flávio Bolsonaro.
  • O anúncio ocorre próximo ao segundo turno das eleições, levantando dúvidas sobre sua viabilidade financeira e técnica.
  • A diferença para o cashback da reforma tributária é que este último já está previsto em lei, enquanto o Vira Pix é uma proposta sem respaldo técnico.

Reprodução Flávio Bolsonaro e Daniella Marques
Flávio Bolsonaro e Daniella Marques

A cinco dias do segundo turno das eleições presidenciais, o candidato Flávio Bolsonaro (PL) anunciou nesta terça-feira (20) a criação do “Vira Pix”, programa que promete devolver aos brasileiros parte do dinheiro gasto no pagamento de contas, prestações e taxas. A proposta, entretanto, foi apresentada sem detalhes sobre valores, critérios de participação e impacto nas contas públicas.

O anúncio foi feito nas redes sociais por Daniella Marques, coordenadora da área econômica da campanha. Segundo ela, a iniciativa seria desenvolvida em parceria com a Caixa Econômica Federal e funcionaria como um sistema de recompensas financeiras aos consumidores.

Como funcionaria o Vira Pix?

A proposta prevê a devolução de parte dos pagamentos realizados por meio do Pix, em um modelo semelhante ao cashback. A campanha, porém, não esclareceu qual percentual seria restituído, quais despesas seriam contempladas ou se haveria limites de renda e de recebimento.

Também não foram apresentados o custo estimado do programa nem a origem dos recursos necessários para financiá-lo. Sem essas informações, não é possível calcular quanto cada família receberia ou avaliar a viabilidade financeira da medida.

Proposta não consta do plano de governo

Segundo informações divulgadas pela imprensa nacional, o Vira Pix não foi detalhado no plano de governo registrado por Flávio Bolsonaro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O anúncio ocorre em meio à defesa, pelo candidato, do equilíbrio das contas públicas e da redução dos juros. A equipe econômica ainda não explicou como pretende conciliar essas diretrizes com a criação de um programa nacional de devolução de dinheiro.

Qual a diferença para o cashback da reforma tributária?

O Vira Pix não deve ser confundido com o cashback previsto na reforma tributária, que estabelece a devolução de parte dos tributos sobre o consumo para famílias de baixa renda, conforme regras legais. Enquanto o mecanismo tributário já possui previsão na legislação, o Vira Pix é uma promessa eleitoral, que surge cincos dias antes das eleições, sem respaldo técnico, no tocante ao equilíbrio fiscal.

A proposta surge na reta final da disputa entre Flávio Bolsonaro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O segundo turno está marcado para domingo, 25 de outubro. Até o momento, a principal dúvida permanece sem resposta: quanto custaria devolver parte dos pagamentos aos brasileiros e de onde sairia o dinheiro?