INDICAÇÃO
Da Redação
12 de maio de 2026 às 13:19 ▪ Atualizado há 1 hora
O ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias (PT), afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve fazer uma nova indicação ao cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) após a rejeição do advogado-geral da União, Jorge Messias, pelo Senado Federal. A declaração foi dada em entrevista ao SBT News nessa segunda-feira (11) e contraria avaliações de bastidores de que o petista deixaria a vaga em aberto até o fim do mandato.
“Tem uma cadeira não ocupada na maior Corte do país, ele deve e fará isso. Ele escolheu o melhor, o Congresso rejeitou. Agora, ele vai escolher alguém entre os melhores para indicar de novo, ele não abre mão”, disse Wellington.
A indicação de Jorge Messias enfrentou forte resistência no Senado, principalmente por articulação do presidente da Casa, Davi Alcolumbre. O parlamentar é apontado como o principal responsável pela derrota do nome escolhido por Lula durante a votação da sabatina.
Após a rejeição, Messias fez uma referência indireta ao senador ao comentar o resultado. “Sabemos quem fez isso”, declarou o advogado-geral da União.
A atuação de Alcolumbre também é citada em uma ação apresentada pela Associação Civitas para Cidadania e Cultura no STF, que pede a anulação da votação. O processo está sob relatoria do ministro Luiz Fux. Antes mesmo da divulgação oficial do placar, os microfones do Senado registraram Alcolumbre prevendo o resultado da votação. “Vai perder por oito”, disse o senador segundos antes da confirmação.
Segundo Wellington Dias, Lula já iniciou conversas com Alcolumbre para tentar viabilizar uma nova sabatina ainda durante o atual mandato presidencial. Apesar disso, a avaliação predominante entre senadores é de que a vaga no STF poderá permanecer aberta até o fim de 2026.
“Olha que maluquice dizer que só quem vai indicar é o próximo. Por que o país vai ter que esperar uma nova eleição, posse, para ter nova escolha? A construção do governo com outros Poderes parte da harmonia, não é da guerra”, completou o ministro.
Fonte: SBT NEWS
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