Política

ESQUEMA DE DESVIO

Flávio Dino vê liderança de Mário Frias em esquema de desvio

Indícios apontam participação de Frias em desvio de emendas para filme sobre Bolsonaro

Teresinha Ferreira

13 de setembro de 2026 às 16:22 ▪ Atualizado há 54 minutos

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  • Flávio Dino, ministro do STF, mencionou indícios de que Mário Frias lidera um esquema de desvio de emendas.
  • As verbas teriam sido usadas para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro.
  • Dino cita o papel de liderança de Frias na possível atividade criminosa.
  • A investigação conta com dados da Justiça de São Paulo e envolve a operação Make Up.
  • A Make Up visou Frias e Karina Gama, ligada a emendas destinadas ao Instituto Conhecer Brasil.
  • A prefeitura de São Paulo relatou que o Instituto não apresentou irregularidades no projeto WiFi Livre.
  • Possíveis ligações com o PCC foram mencionadas, sugerindo um esquema complexo de corrupção.
  • Mário Frias ainda não se manifestou sobre o caso.

Agência Brasil Mário Frias
Mário Frias

Flávio Dino, ministro do STF, indicou possíveis indícios de liderança do deputado federal Mário Frias em um esquema de desvio de emendas parlamentares. As verbas seriam usadas para financiar o filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

“Há a alusão reiterada, no itinerário delituoso, a um deputado federal, o Sr. Mário Frias, que – no terreno hipotético da investigação – ocuparia um papel de liderança na suposta arquitetura criminosa”, afirmou Dino em despacho divulgado neste domingo (13).

Dino é responsável pela investigação sobre irregularidades na execução de emendas parlamentares, contando com informações de órgãos como a Vara Estadual das Garantias de Organizações Criminosas de São Paulo.

Os dados da Justiça paulista fundamentam a suspeita do protagonismo de Mário Frias no desvio de verbas, envolvidas também em operações como a Make Up, que autorizou 49 mandados de busca em vários estados.

A operação teve como alvos o ex-secretário da Cultura Mário Frias e a empresária Karina Gama, relacionados a emendas de R$ 2 milhões destinadas a entidades comandadas por ela, como o Instituto Conhecer Brasil.

A prefeitura de São Paulo informou que o Instituto Conhecer Brasil não apresentou irregularidades no projeto WiFi Livre, ressaltando que o serviço está em operação plena na cidade.

Dino também mencionou possíveis ligações entre o desvio de emendas e a facção criminosa PCC. O material recebido aponta para um esquema complexo de corrupção vinculado a essa organização.

A assessoria de Mário Frias foi contatada para comentários, mas ainda não se manifestou sobre o caso.

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Fonte: Agência Brasil