Política

DECISÃO DO STF

Flávio Dino anula emendas de dirigentes partidários sem mandato

Decisão do STF impede uso de indicações de ex-parlamentares em despesas públicas

Da Redação

23 de agosto de 2026 às 15:32 ▪ Atualizado há 46 minutos

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  • O ministro do STF, Flávio Dino, anulou emendas indicadas por dirigentes partidários sem mandato e ex-parlamentares.
  • A decisão proíbe o uso destas indicações para despesas públicas.
  • Dino ordenou comunicação imediata da decisão aos presidentes da Câmara e do Senado.
  • Dirigentes sem mandato e ex-parlamentares não podem mais manejar emendas.
  • Documentos oriundos destes serão considerados inválidos juridicamente.
  • A medida busca aumentar o controle e transparência nas emendas parlamentares.
  • Dino já havia criticado a "terceirização de emendas" anteriormente.
  • Antes, ele bloqueou bens de Valdemar Costa Neto e Eduardo Cunha por uso irregular de emendas.
  • As áreas técnicas do Congresso devem agora desconsiderar tais indicações.

Agência Brasil Flávio Dino anula emendas de dirigentes partidários sem mandato

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino anulou as emendas parlamentares indicadas por dirigentes partidários sem mandato e por ex-parlamentares no Congresso. A medida, anunciada neste domingo (23), proíbe o uso dessas indicações como fundamento para despesas públicas.

Dino ordenou aos presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre, que comuniquem imediatamente as áreas técnicas acerca da decisão. Isso afeta especialmente líderes partidários sem mandato atual e ex-parlamentares.

De acordo com Dino, esses dirigentes não possuem competência para manejar ou alocar emendas parlamentares. Qualquer indicação desses atores será desconsiderada nos procedimentos de execução orçamentária.

Documentos atribuídos a líderes partidários ou ex-parlamentares como autores de emendas serão considerados juridicamente inválidos. A medida abrange ofícios, planilhas e quaisquer comunicações relacionadas.

A determinação visa aumentar o controle sobre as emendas parlamentares. Recentemente, Dino já havia criticado a "terceirização de emendas" e buscou mais transparência na execução orçamentária, almejando que apenas parlamentares em exercício façam tais indicações.

Em decisão anterior, o ministro bloqueou R$ 119 milhões em bens do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e R$ 6 milhões do ex-deputado Eduardo Cunha, investigados por uso irregular de emendas.

Com esta decisão, as áreas técnicas do Congresso devem desconsiderar indicações de dirigentes sem mandato nos processos de despesa. A ordem busca garantir que as emendas sejam corretamente atribuídas a parlamentares eleitos.

Fonte: Agência Brasil