Política

CRISE NO SUPREMO

Fachin anula afastamento de diretores da Polícia Federal

Decisão de Fachin suspende ordens de Mendonça e reintegra diretores ao cargo

Teresinha Ferreira

09 de setembro de 2026 às 18:05 ▪ Atualizado há 41 minutos

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  • O presidente do STF, Edson Fachin, suspendeu as decisões que afastavam Andrei Rodrigues e Leandro Almada, diretores da Polícia Federal.
  • A decisão foi tomada após um pedido da Advocacia-Geral da União.
  • Fachin criticou as decisões conflitantes no caso e pediu a manifestação de Rodrigues em 48 horas.
  • A crise envolveu a divulgação de um relatório com mensagens comprometedoras, aumentando a tensão no Supremo.
  • Flávio Dino havia reintegrado os diretores antes da decisão de Fachin, alegando falta de legitimidade do pedido do partido Novo e prejuízo às investigações.
  • Fachin agendou uma sessão para discutir a investigação de Alexandre de Moraes e a situação no dia 15 de setembro.

Agência Brasil Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF)
Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF)

Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu nesta quarta-feira (9) as decisões que afastavam Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal (PF), e Leandro Almada, diretor de Inteligência. A medida atendeu a um pedido da Advocacia-Geral da União (AGU).

Os diretores haviam sido afastados por decisão do ministro André Mendonça na terça-feira (8). Fachin também revogou a reintegração determinada pelo ministro Flávio Dino, destacando a necessidade de uma manifestação de Rodrigues em 48 horas.

Criticando a série de decisões conflitantes, Fachin afirmou que "o afastamento das autoridades policiais encadeou decisões monocráticas sucessivas com comandos normativos incompatíveis". Ele agendou uma sessão para o dia 15 de setembro para decidir sobre a investigação de Alexandre de Moraes, mencionando sua suposta ligação com o banqueiro preso Daniel Vorcaro.

A crise no Supremo se intensificou com a retirada do sigilo de um relatório da PF, feita por Mendonça, que revelou mensagens do empresário Vorcaro envolvendo Moraes e o procurador-geral da República, Paulo Gonet. Moraes refutou as acusações e incluiu Mendonça no inquérito das Fake News.

Mendonça acatou posteriormente um pedido do partido Novo para afastar Rodrigues e Almada, interrompendo os relatórios de inteligência da PF. A decisão gerou apoio interno a Rodrigues, com diretores colocando seus cargos à disposição.

A AGU solicitou a suspensão da decisão de Mendonça, mas antes que Fachin se pronunciasse, Dino reintegrou os diretores. Ele argumentou que o partido Novo não possuía legitimidade para o pedido de afastamento e que a paralisação dos relatórios prejudicava investigações importantes.

Fonte: Agência Brasil