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STF adota novas regras para evitar direcionamento de processos a ministros

Petições passam por análise antes de serem distribuídas no Supremo Tribunal Federal.

Da Redação

03 de outubro de 2026 às 02:01

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  • O presidente do STF, Edson Fachin, implementou uma resolução para evitar o direcionamento manipulativo de processos.
  • A triagem das petições será feita pelo processamento inicial, secretaria judiciária e presidência do STF.
  • Se a petição não estiver relacionada à ação já em tramitação, ela será distribuída entre todos os ministros.
  • Casos recentes, como os envolvendo o humorista Antonio Tabet e o senador Flávio Bolsonaro, destacaram o problema do direcionamento de petições.
  • Petições de terceiros não serão anexadas sem triagem inicial pela presidência e análise pela secretaria judiciária.

Agência Brasil Ministro Edson Fachin, presidente do STF
Ministro Edson Fachin, presidente do STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, implementou uma resolução nesta sexta-feira (2), destinada a prevenir o direcionamento intencional de processos para ministros específicos da Corte.

A partir de agora, petições apresentadas em processos em andamento passarão por análise prévia. Essa triagem será realizada pelos setores de processamento inicial, pela secretaria judiciária e pela presidência do STF. Se não houver relação direta com a ação já em tramitação, a petição será distribuída normalmente entre todos os ministros.

Recentemente, o ministro Flávio Dino atendeu a um pedido do humorista Antonio Tabet, permitindo a restauração de uma postagem no X removida por decisão do ministro André Mendonça. O caso evidenciou o direcionamento de petições dentro do tribunal.

Semanas após, o senador Flávio Bolsonaro também recorreu ao STF contra uma decisão de Dino, direcionando um pedido ao ministro Luiz Fux.

Nessas novas diretrizes, petições de terceiros considerados "estranhos" à relação processual não serão anexadas aos autos antes de serem triadas pela presidência e analisadas pela secretaria judiciária, conforme explicou Fachin.

Fonte: Agência Brasil