Política

JORNALISMO

Dino e Moraes sugerem rever dispensa de diploma para jornalistas

Debate retomado em sessão do STF sobre direito de resposta envolvendo a TV Globo.

Teresinha Ferreira

18 de agosto de 2026 às 18:01 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • Ministros do STF, Flávio Dino e Alexandre de Moraes, discutem retomar a obrigatoriedade do diploma de jornalismo.
  • Em 2009, o STF decidiu que o diploma não era necessário para o exercício da profissão.
  • O debate surgiu durante julgamento de um caso de direito de resposta que envolve a TV Globo.
  • Dino afirma que a decisão de 2009 complicou julgamentos sobre liberdade de imprensa.
  • Moraes destaca a necessidade de regulamentar a profissão para evitar abusos nas redes sociais.
  • O STF anteriormente considerou inconstitucional a exigência de diploma, segundo o Decreto-Lei 972/1969.
  • O debate ocorre em meio a críticas à Corte por decisões recentes envolvendo sigilo de fontes jornalísticas.

Agência Brasil Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF)
Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF)

Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino e Alexandre de Moraes, propuseram retomar a discussão sobre a obrigatoriedade do diploma de jornalismo durante sessão desta terça-feira (18). Em 2009, o STF havia decidido pela dispensa do diploma para o exercício legal da profissão.

O tema ressurgiu no julgamento de um direito de resposta envolvendo a TV Globo e uma clínica médica mencionada em reportagem de assédio sexual. Dino afirmou que a decisão anterior do Supremo complicou julgamentos relacionados à liberdade de imprensa. Ele alertou sobre o risco de "qualquer blogueiro" ter as mesmas garantias concedidas a jornalistas.

Moraes enfatizou a necessidade de regulamentação da profissão, destacando que o direito à liberdade de imprensa não pode proteger quem usa redes sociais para ofensas ou desinformação. "Hoje, qualquer um pode se autodeclarar jornalista e agredir moralmente outros sob essa proteção", criticou.

Em decisão anterior, o STF considerou inconstitucional a exigência de diploma ou registro profissional, conforme o Decreto-Lei 972/1969, que não foi incorporado pela Constituição de 1988.

O debate ocorre em meio a críticas à Corte por autorizar quebra de sigilo do blogueiro maranhense Luís Pablo. Entidades de jornalismo manifestaram preocupação com a decisão que identificou a fonte de denúncias contra Flávio Dino, supostamente obtidas por vigilância ilegal.

Fonte: Agência Brasil