Política

ELEIÇÃO

Crise no Avante põe convenção sob risco jurídico

Gustavo Henrique realizou o encontro e teve candidatura ao Governo homologada, mas adversário interno afirma que ele foi destituído do comando estadual

Teresinha Ferreira

31 de julho de 2026 às 00:02 ▪ Atualizado há 2 horas

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  • A convenção do Avante no Piauí pode ser questionada judicialmente devido à disputa interna pelo comando estadual do partido.
  • Gustavo Henrique Feijó foi homologado como candidato ao Governo do Piauí, com o pastor Sena e Zé Freire concorrendo ao Senado.
  • O embate envolve uma substituição de comissão determinada pela direção nacional, que Antônio José Lira afirma ser legítima.
  • Gustavo Henrique contesta a validade da nova comissão e pretende manter as decisões da convenção, possivelmente buscando apoio judicial.
  • A disputa será resolvida pela Justiça Eleitoral e a direção nacional do partido.
  • O Avante anunciou candidatura própria, permanecendo fora das principais alianças no estado.
  • As deliberações da convenção podem ser anuladas se reconhecidas pelo tribunal como convocadas por uma direção sem poderes.

Reprodução Gustavo Henrique teve a candidatura homologada, mas a legitimidade da direção estadual é contestada por Antônio José Lira
Gustavo Henrique teve a candidatura homologada, mas a legitimidade da direção estadual é contestada por Antônio José Lira

A convenção do Avante no Piauí, realizada na manhã de quinta-feira (30), poderá ser alvo de questionamento judicial devido à disputa pelo comando estadual da legenda. O encontro ocorreu na sede do partido, em Teresina, e homologou Gustavo Henrique Feijó como candidato ao Governo do Piauí. Também foram anunciados o pastor Sena e Zé Freire para as duas vagas ao Senado, além das candidaturas proporcionais. A convenção, entretanto, foi realizada em meio a um embate entre Gustavo Henrique e Antônio José Lira pela presidência estadual do Avante.

Direção nacional teria substituído comissão

A direção nacional do Avante teria destituído a comissão presidida por Gustavo Henrique e nomeado um novo grupo para administrar a legenda no estado.

Antônio José Lira sustenta que passou a comandar o partido e afirma que a convenção realizada por Gustavo Henrique não teria validade. A alegação abre a possibilidade de questionamento da ata e dos registros das candidaturas na Justiça Eleitoral. Gustavo, por sua vez, contesta a mudança e afirma que a nova comissão não possui validade jurídica. Segundo ele, a destituição teria desrespeitado normas partidárias e a legislação eleitoral.

Gustavo mantém candidatura ao Governo

Apesar do impasse, Gustavo Henrique manteve a convenção e declarou que a convocação seguiu as exigências legais e o estatuto do Avante. Ele também sinalizou que poderá recorrer à Justiça para preservar a composição estadual e validar os atos praticados durante o encontro.

A disputa deverá ser resolvida inicialmente pelos registros oficiais da Justiça Eleitoral e pelas decisões da direção nacional. Caso haja ações judiciais, caberá ao Tribunal Regional Eleitoral do Piauí analisar a legitimidade da comissão e da convenção.

Partido anunciou chapa própria

Durante o encontro, o grupo de Gustavo Henrique confirmou a estratégia de lançar uma candidatura própria ao Palácio de Karnak. A decisão mantém o Avante fora das principais alianças formadas até o momento no estado. A realização da convenção não encerra o processo eleitoral. Os partidos ainda precisam apresentar os pedidos de registro das candidaturas, documentos partidários e atas dentro do prazo estabelecido pela legislação.

Se a Justiça reconhecer que a reunião foi convocada por uma direção sem poderes, as deliberações poderão ser anuladas. Até que isso aconteça, a convenção e as candidaturas anunciadas permanecem como atos defendidos pelo grupo de Gustavo Henrique.