Uma nova fase de intensificação do conflito no Oriente Médio começou no sábado (28) e segue neste domingo (1º), com mortes entre israelenses e norte-americanos e dezenas de feridos em ataques cruzados que representam um dos momentos mais críticos de violência na região nos últimos anos. Também foram registradas ações militares em cidades dos Emirados Árabes Unidos, do Catar e do Bahrein.
As tensões aumentaram após uma série de ataques coordenados entre Estados Unidos e Israel contra alvos no Irã, parte de uma operação militar de grande escala que, segundo o Pentágono e autoridades israelenses, visava desestabilizar o governo iraniano e neutralizar sua capacidade militar.
Confirmações de impresas estatais
O Pentágono informou que três soldados americanos morreram e cinco ficaram gravemente feridos durante uma operação conjunta com Israel em território iraniano, no contexto das ações contra forças alinhadas ao Irã. Outros militares sofreram ferimentos leves e foram encaminhados para atendimento médico. É a primeira vez que os Estados Unidos confirmam baixas nessa campanha.
Em Israel, a retaliação iraniana deixou ao menos dez mortos e dezenas de feridos após um míssil atingir um prédio residencial em Beit Shemesh, próximo a Jerusalém. Pelo menos 28 pessoas foram levadas a hospitais com ferimentos de diferentes graus. Equipes de resgate relataram cenas de destruição e sirenes de alerta soando em diversas regiões do país.
Já nos Emirados Árabes Unidos, o governo confirmou três mortes neste domingo (1º). No Catar, autoridades informaram que 16 pessoas ficaram feridas em decorrência dos bombardeios.
Promessa de nova resposta iraniana
O governo do Irã afirmou que pretende intensificar as ações militares nos próximos dias e prometeu ampliar a resposta aos ataques que atribui aos Estados Unidos e a Israel. Após lançar uma nova onda de mísseis contra o território israelense e contra países do Oriente Médio, o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Ali Larijani, sinalizou que os próximos ataques poderão ser ainda mais severos.
Ontem, mísseis iranianos foram disparados contra os Estados Unidos e Israel, e foi doloroso. Hoje serão disparados de forma ainda mais dolorosa.
O porta-voz das Forças Armadas do Irã, brigadeiro-general Abolfazl Shekarchi, afirmou nesse domingo que o país dará uma “lição histórica” a Israel e aos Estados Unidos, advertindo que qualquer base que apoie Israel será alvo das forças iranianas.
Conflito se espalha e provoca crise regional
A ofensiva começou neste sábado (28) com ataques aéreos dos EUA e de Israel em várias cidades iranianas, incluindo Teerã, Isfahan e outras províncias, que, de acordo com a imprensa iraniana, resultaram em mais de 200 mortos e centenas de feridos dentro do Irã; entre eles, dezenas de crianças que estavam em uma escola primária feminina quando foram bombardeadas.
Além de atingir Israel, o Irã ampliou a ofensiva e lançou ataques contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares dos Estados Unidos. Explosões foram registradas em Abu Dhabi e Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, além de Doha, no Catar, e Manama, no Bahrein.
Organismos como a Organização das Nações Unidas pediram cessar-fogo imediato e esforços diplomáticos para evitar uma guerra em larga escala.
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