Política

JUDICIARIO

Cármen Lúcia critica impacto negativo gerado pelo STF

Ministra lamenta situação durante julgamento sobre investigações no Banco Master

Teresinha Ferreira

15 de setembro de 2026 às 20:04 ▪ Atualizado há 54 minutos

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  • Cármen Lúcia expressou preocupação com a imagem do STF no meio de controvérsias recentes.
  • A discussão girava em torno de uma investigação contra Alexandre de Moraes e suas alegadas ligações com Daniel Vorcaro.
  • Cármen Lúcia mencionou um "mal-estar cívico" causado no Brasil.
  • A votação parcial foi 4 a 3 a favor de julgamentos separados para Moraes e André Mendonça.
  • A sessão foi adiada após pedido de vista de Flávio Dino.
  • Relatório divulgado em 1º de setembro agravou a crise, com troca de acusações entre ministros.
  • A PGR pediu a anulação do relatório por supostas irregularidades.
  • Moraes defendeu-se contra as alegações, classificando as investigações como ilegais.

Agência Brasil ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF)
ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF)

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), expressou preocupação com a imagem da Corte em meio a recentes controvérsias.

Durante julgamento nesta terça-feira (15), que discutia a abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes por suas supostas ligações com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, Cármen Lúcia manifestou tristeza pela situação social causada.

"Estamos provocando, acho, um mal-estar cívico em todas as cidadãs e cidadãos brasileiros", afirmou ela, destacando a "espetacularização do caso" que deveria focar em questões eleitorais do país. A sessão foi interrompida após um pedido de vista do ministro Flávio Dino, adiando a decisão sobre o caso.

O placar parcial ficou em 4 a 3 a favor de um julgamento separado das condutas de Moraes e do então relator do caso Master, ministro André Mendonça. Ministros como Luiz Fux apoiaram essa divisão, enquanto Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes defenderam um julgamento conjunto.

A crise foi agravada por um relatório divulgado em 1º de setembro envolvendo mensagens entre Vorcaro e Moraes, desencadeando trocas de acusações dentro da Corte. A Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou a anulação do relatório, apontando irregularidades na sua condução.

Moraes, em sua defesa, classificou as investigações como inconstitucionais e ilegais, enquanto destacou suspeitas de direcionamento das investigações pelo ministro Mendonça, marcando nova sessão para 23 de setembro.

Fonte: Agência Brasil