Política

CONFLITO NO STF

Gilmar Mendes critica André Mendonça por uso político em julgamento

Ministro acusa colega de influenciar eleições através da relatoria do caso Master no STF.

Teresinha Ferreira

15 de setembro de 2026 às 13:35 ▪ Atualizado há 57 minutos

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  • O ministro Gilmar Mendes criticou André Mendonça por supostamente usar o caso Master com fins político-eleitorais.
  • Mendonça classificou a acusação de "leviana" e pediu que não fosse culpado sem provas.
  • A discussão ocorreu durante uma sessão extraordinária convocada por Edson Fachin.
  • O STF considera iniciar uma investigação criminal contra o ministro Alexandre de Moraes.
  • Mendes acusou Mendonça de sincronizar ações com eventos como as manifestações de 7 de setembro.
  • Mendonça levantou o sigilo de um relatório da Polícia Federal sobre Moraes, gerando tensão no tribunal.
  • A PGR solicitou a Fachin a anulação do relatório por alegadas irregularidades.
  • O relatório menciona suspeitas de proximidade e operações financeiras entre Vorcaro e Moraes.

Agência Brasil Ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF)
Ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF)

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), criticou André Mendonça por supostamente utilizar o caso Master para influenciar as eleições presidenciais. A acusação foi feita na sessão desta terça-feira (15), destacando um "viés político-eleitoral" na condução do tema.

Em resposta, Mendonça chamou a acusação de "leviana" e pediu que Mendes não o culpe sem provas. Esse embate ocorreu durante uma sessão plenária extraordinária convocada por Edson Fachin, onde o STF avalia abrir investigação criminal contra o ministro Alexandre de Moraes, em um contexto de crise interna sem precedentes.

O ministro Gilmar Mendes afirmou que Mendonça escolheu datas deliberadamente para coincidir com eventos como as manifestações de 7 de setembro. A decisão de Mendonça de levantar o sigilo de um relatório da Polícia Federal sobre o ministro Moraes causou um racha no tribunal.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a Fachin que anule o relatório, alegando irregularidades. A PGR afirma que Mendonça não notificou o presidente da Corte ou o plenário sobre a investigação em curso.

As mensagens divulgadas no relatório suspeitam de proximidade entre Vorcaro e Moraes, mencionando possíveis operações financeiras entre Vorcaro e o escritório da esposa de Moraes. A situação levou a uma troca de pedidos de investigação entre os ministros envolvidos.

Fonte: Agência Brasil