Política

STF E NEUTRALIDADE

Gilmar Mendes defende neutralidade no STF em caso de mensagens

Ministro questiona Fachin sobre relatoria de processo envolvendo Moraes e Vorcaro.

Teresinha Ferreira

15 de setembro de 2026 às 12:37 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • Gilmar Mendes destacou a importância da imparcialidade no julgamento de mensagens entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro.
  • Edson Fachin, presidente do STF, assumiu a relatoria do caso, levantando dúvidas sobre sua imparcialidade.
  • Kassio Nunes Marques e José Antonio Dias Toffoli não participarão da votação por impedimento e suspeição.
  • Fachin pediu serenidade entre os ministros para evitar disputas pessoais na avaliação da investigação.
  • O caso surgiu após um relatório envolvendo Alexandre de Moraes, gerando tensão interna no STF.
  • A PGR solicitou a anulação do relatório de André Mendonça, afirmando falta de comunicação com o STF.
  • A defesa de Moraes considera o relatório inconstitucional e sugere manipulação por parte de Mendonça.

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Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), destacou a importância da imparcialidade no julgamento sobre possíveis mensagens trocadas entre Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro durante sessão nesta terça-feira (15).

Gilmar Mendes levantou dúvidas sobre o fato de Edson Fachin, presidente da Corte, ter assumido a relatoria do caso. Mendes afirmou que sua sugestão era apenas delimitar o objeto do julgamento, sem intenção de que Fachin assumisse a relatoria de forma definitiva.

Até o momento, os ministros Kassio Nunes Marques e José Antonio Dias Toffoli indicaram que não participarão da votação, citando impedimento e suspeição, respectivamente.

No início da sessão, Fachin apelou aos colegas para manterem a serenidade e deixarem disputas pessoais de lado ao avaliarem a abertura de uma investigação contra um membro do STF.

O caso veio à tona com a divulgação de um relatório que menciona Alexandre de Moraes, desencadeando uma crise interna no STF. A Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou a anulação do relatório parcial elaborado por André Mendonça, alegando que ele avançou sem a devida comunicação ao STF.

A defesa de Moraes classifica o relatório como inconstitucional e ilegítimo, enquanto o próprio ministro apresentou um documento sugerindo que Mendonça poderia ter manipulado as investigações para favorecer interesses pessoais.

Fonte: Agência Brasil