Política

STF

Ministros Nunes Marques e Toffoli se afastam de julgamento no STF

Plenário do STF analisa relatório da Operação Compliance Zero que envolve ministro Alexandre de Moraes.

Teresinha Ferreira

15 de setembro de 2026 às 12:06 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • Ministros Kássio Nunes Marques e Dias Toffoli se declararam impedido e suspeito, respectivamente, em julgamento no STF.
  • A sessão avalia a abertura de investigação sobre Alexandre de Moraes, mencionada em relatórios policiais.
  • O presidente do STF, Edson Fachin, chamou uma sessão extraordinária.
  • Nunes Marques citou impacto nas eleições presidenciais e sua posição no TSE como razões para impedimento.
  • Toffoli alegou "foro íntimo" como motivo para a suspeição.
  • Discussões incluíram questões sobre a legitimidade de André Mendonça nas investigações.
  • A PGR pediu a anulação do relatório parcial, destacando irregularidades.
  • Moraes contestou o relatório e pediu investigação contra Mendonça por abuso de autoridade, com julgamento em 23 de setembro.

Agência Brasil Ministros Kássio Nunes Marques e Dias Toffoli
Ministros Kássio Nunes Marques e Dias Toffoli

Os ministros Kássio Nunes Marques e Dias Toffoli anunciaram, respectivamente, impedimento e suspeição em julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF). A sessão analisa a abertura de investigação sobre o ministro Alexandre de Moraes, citada em um relatório da Operação Compliance Zero da Polícia Federal (PF), por supostas ligações com o ex-banqueiro Daniel Bueno Vorcaro, dono do antigo Banco Master.

O presidente do STF, Edson Fachin, convocou a sessão extraordinária nesta terça-feira (15). Segundo Nunes Marques, o julgamento impacta a eleição presidencial de outubro, razão pela qual se declarou impedido devido à sua posição como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Marques afirmou não ter vínculos pessoais com o caso.

Toffoli declarou suspeição em abril, após um relatório da PF sugerir ligações suas com Vorcaro. Alegou motivos de "foro íntimo" e enfatizou a diferença entre suspeição e impedimento. A sessão prosseguiu com questões preliminares levantadas por Flávio Dino e argumentos sobre a legitimidade de André Mendonça em permitir o avanço da investigação sem comunicar ao plenário.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou a anulação do relatório parcial, apontando irregularidades nos procedimentos de Mendonça, que, segundo a PGR, dirigiu investigações sem informar à presidência do STF. O relatório continha mensagens atribuídas a Vorcaro e Moraes, com alegações de uma relação próxima.

Em resposta ao relatório, Moraes apresentou um documento que sugeria possível direcionamento de investigações por Mendonça, mas que alertava não ter "valor probatório". Moraes também pediu a abertura de investigação sobre Mendonça por abuso de autoridade. O julgamento desse pedido está marcado para 23 de setembro.

Fonte: Agência Brasil