Política

REGULAÇÃO FINANCEIRA

Câmara analisa projeto que bloqueia bens em suspeitas de fraude

Proposta visa ação imediata contra práticas financeiras fraudulentas

Teresinha Ferreira

22 de julho de 2026 às 11:05 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • O Projeto de Lei 1515/26 autoriza o bloqueio de bens de entidades financeiras suspeitas de fraude ou lavagem de dinheiro.
  • Banco Central e CVM tomarão a decisão de bloqueio, com homologação judicial em 24 horas.
  • Emissão de títulos e ativos digitais exigem registro prévio no Banco Central ou CVM.
  • O projeto obriga a divulgação de riscos, demonstrações financeiras auditadas e programas contra lavagem de dinheiro.
  • Novos crimes, como participação em milícia para obstruir investigações, são introduzidos.
  • Há cooperação entre Banco Central, CVM, Polícia Federal e outros órgãos para proteger investigadores.
  • A proposta será analisada por comissões antes de ir ao Plenário.

Agência Câmara Rubens Pereira Júnior (PT-MA)
Rubens Pereira Júnior (PT-MA)

A Câmara dos Deputados está analisando o Projeto de Lei 1515/26, que autoriza órgãos reguladores a bloquearem bens de entidades financeiras sob suspeita de fraude ou lavagem de dinheiro. A decisão, a ser tomada pelo Banco Central e pela Comissão de Valores Mobiliários, terá efeito imediato e necessita de homologação judicial em até 24 horas.

O projeto também impõe registro prévio no Banco Central ou na CVM para emissão de títulos para captação de recursos, incluindo ativos digitais como tokens. Isso se aplica a ofertas direcionadas ao público em geral ou a muitos investidores, quando houver risco ao sistema financeiro.

As instituições envolvidas devem divulgar riscos dos investimentos, apresentar demonstrações financeiras auditadas e implementar programas contra lavagem de dinheiro, além de cumprir requisitos de capital e garantias.

De acordo com Rubens Pereira Júnior (PT-MA), autor da proposta, a medida busca responder a desafios financeiros e agilizar a atuação das autoridades.

O projeto também introduz novos crimes, como participação em milícia privada para obstruir investigações, com penalidades que variam de reclusão a multa. A proposta promove cooperação entre o Banco Central, CVM, Polícia Federal e outros órgãos, facilitando operações e proteção de investigadores.

Antes de ir ao Plenário, a proposta passará pelas comissões de Segurança Pública, Finanças e Tributação, e Constituição e Justiça. Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei.

Fonte: Agência Câmara