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Bolsonaristas criam falácia da "perseguição" para justificar prisão do "mito"

Os bolsonaristas dizem que estão se construindo o roteiro para que o ato final seja a detenção do ex-presidente

Por Luiz Brandão

Quarta - 14/02/2024 às 16:04



Foto: Reprodução Jair Bolsonaro e Valdemar Costa Neto estão na mira da PF
Jair Bolsonaro e Valdemar Costa Neto estão na mira da PF

Jair Bolsonaro (PL), os filhos dele e seus aliados mais próximos vão apostar no discurso de "perseguição política" para justificar a possível prisão do ex-presidente, acusaso de, entre outros crimes, comandar a tantiva de um golpe de estado no Brasil por não aceitar a vitória do presidente Lula nas eleições de 2022.

A tentativa de se "vitimizar" sempre foi uma arma que Bolsonaro e seus aliados usam quando estão sob críticas da população, pressão ou são alvos de investigações policiais. Foi assim, por exemplo, no tempo da prisão de Fabrício Queiroz, o ex-PM acusado de ser o operador das "rachadinhas" da Família Bolsonaro. 

Foi assim também na época das suspeitas sobre o assassinato da vereadora Mariele Franco e seu mororista Anderson Silva, no Rio de Janeiro. Um dos acusados, o também ex-PM e miliciano Roni Lessa, era vizinho e amigo da família do ex-presidente. Mas eles diziam que a ligação com os milicianos era "perseguição política" na mídia.

Mais tarde a polícia mostrou que a ligação entre todos eles com o presidente, os filhos e a mulher dele, Michele Bolsonaro eram reais e não perseguição. A Polícia povou que Queiroz pagava as contas e "emprestava" cheques para Michele. Também ficou comprovado que Lessa e outros milicianos, entre eles Adriano da Nóbrega, eram amigos e protegidos pelos Bolsonaro.

Agora, com possibilidade cada vez mais nítida da prisão de Jair Bolsonaro, as bancadas do Partido Liberal - PL, na Câmara e no Senado dizem que o partido é alvo de “perseguição política”. Falaram isso sobre as recentes operações da PF (Polícia Federal) contra integrantes da sigla, incluindo o presidente do Partido, Valdemar Costa Neto e o ex-presidente da República. 

Para deputados e senadores da ala bolsonarista do PL, as ações recentes da Polícia Federal são atos preparatórios para a detenção de Bolsonaro. E eles conhecem bem isso. Fomentaram cada passo das ilegalidades do ex-juiz supeito Sérgio Moro e dos seus comparsas na Lava Jaro para prende o presidente Lula. 

Agora, com as voltas que o mundo dá, os patrocinadores da prisão de Lula podem experimentar o próprio veneno, inclusive Moro,  que está na iminência de ser cassado do cargo de senador por abuso de poder econômico e corrupção na campanha eleitoral dele em 2022.

Os politicos do PL mais próximos a Bolsonaro dizem que a Procuradoria-Geral da República - PGR, o Supremo Tribunal Fedetal - STF e a Polícia Federal - PF, estão construindo o roteiro para que o ato final seja a detenção do ex-chefe do Executivo. A avaliação é que isso pode acontecer em breve.

Sob pressão,  Jair Bolsonaro publicou vídeo nas redes sociais convocando seus seguidores para um ato que diz ser para se defender. Ele marcou o evento para dia 25 deste mês (fevereiro) na Avenida Paulista, no centro da capital de São Paulo.  Na verdade, Bolsonaro quer mostrar força para tentar intimidar as investigações da PF e do Ministério Público e as decisões do STF.

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Luiz Brandão

Luiz Brandão

Luiz Brandão é jornalista formado pela Universidade Federal do Piauí. Está na profissão há 40 anos. Já trabalhou em rádios, TVs e jornais. Foi repórter das rádios Difusora, Poty e das TVs Timon, Antares e Meio Norte. Também foi repórter dos jornais O Dia, Jornal da Manhã, O Estado, Diário do Povo e Correio do Piauí. Foi editor chefe dos jornais Correio do Piauí, O Estado e Diário do Povo. Também foi colunista do Jornal Meio Norte. Atualmente é diretor de jornalismo e colunista do portal www.piauihoje.com.

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