O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou nesta quinta-feira (1º) um novo pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para que ele cumprisse prisão domiciliar por motivos humanitários após receber alta hospitalar.
O pedido havia sido apresentado na tarde de 31 de dezembro de 2025 pelos advogados de Bolsonaro, que alegaram fragilidade no quadro de saúde e risco de agravamento caso ele fosse imediatamente encaminhado de volta à custódia da Polícia Federal em Brasília.
No entanto, na decisão desta manhã, Moraes afirmou que a defesa não trouxe “fatos supervenientes” que justificassem alterar as decisões anteriores que já haviam negado a mesma medida, e deixou claro que não houve agravamento clínico relevante nos laudos médicos apresentados. Por isso, o ex-presidente deverá retornar à Superintendência da Polícia Federal após a alta hospitalar, prevista para ainda hoje.
O ministro também ressaltou que todos os cuidados médicos necessários podem ser prestados a Bolsonaro durante a custódia, destacando que a própria documentação médica anexada pela defesa indica melhora nos episódios de saúde tratados nos últimos dias.
Bolsonaro está internado no hospital DF Star, em Brasília, desde a semana passada, onde passou por uma cirurgia para correção de uma hérnia na virilha. O ex-presidente também realizou três procedimentos de bloqueio anestésico do nervo frênico, indicados para o tratamento de soluços persistentes.