CONTRA O TRABALHADOR
Da Redação
27 de maio de 2026 às 09:41 ▪ Atualizado há 52 minutos
O Partido Liberal (PL), legenda do ex-presidente Jair Bolsonaro, mudou de posicionamento às vésperas da votação da proposta que prevê o fim da escala 6x1 na Câmara dos Deputados e anunciou apoio à escala 4x3, com quatro dias de trabalho e três de descanso.
A estratégia foi apresentada nesta terça-feira (26) pelo líder do partido na Câmara, Sóstenes Cavalcante. Segundo ele, o PL pretende apresentar um destaque para priorizar a votação da proposta da deputada Erika Hilton, que prevê a jornada 4x3.
Atualmente, a proposta em análise na comissão especial, relatada por Leo Prates, estabelece escala 5x2, redução gradual da jornada para 40 horas semanais e manutenção dos salários.
PT acusa PL de tentar atrasar votação
Nos bastidores, governistas avaliam que a mudança de discurso do PL busca dificultar a tramitação da proposta considerada mais viável no momento.
O líder do Partido dos Trabalhadores (PT) na Câmara, Pedro Uczai, classificou a movimentação como “demagogia”.
“O povo brasileiro não acredita em tanta mentira. O senador Flávio Bolsonaro está fazendo escola com vocês”, afirmou.
Segundo Uczai, parlamentares do PL haviam se posicionado contra o fim da escala 6x1 dias antes. O deputado também criticou propostas alternativas que ampliariam o prazo para implementação das mudanças trabalhistas.
“Nós queremos o fim da jornada 6x1 com a adoção da 5x2, para que os trabalhadores possam descansar e ficar com suas famílias”, declarou.
Declaração de Sóstenes Cavalcante
Durante discurso em plenário, Sóstenes afirmou que o partido defenderá liberdade nas relações de trabalho e justificou o apoio à escala 4x3.
“Nós, do PL, vamos defender sempre o liberalismo econômico e a relação livre, para que o trabalhador trabalhe quantas horas e quantos dias ele quiser. Na hora da votação em plenário, apresentaremos destaque de preferência para votar a escala 4 por 3”, disse.
A discussão sobre o fim da escala 6x1 ganhou força no Congresso nos últimos meses e tem mobilizado debates entre parlamentares, trabalhadores e empresários.
Fonte: Revista Fórum
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