Política Nacional

CARTILHA

AGU alerta para punições e lista condutas proibidas a agentes públicos nas eleições de 2026

As diretrizes fazem parte da cartilha elaborada pela AGU para orientar a atuação de agentes públicos nas eleições de 2026

Por Gilson Rocha

19 de abril de 2026 às 17:07 ▪ Atualizado há 6 horas


AGU alerta que divulgação de fake news por agentes públicos pode gerar punição nas eleições
AGU alerta que divulgação de fake news por agentes públicos pode gerar punição nas eleições

A Advocacia-Geral da União reforçou que servidores e autoridades não podem divulgar ou contribuir com notícias falsas, sob risco de responder por abuso de poder político e econômico durante o período eleitoral. A orientação também proíbe o uso da estrutura pública — como eventos, bens e serviços — para favorecer candidaturas, inclusive no caso de ocupantes de cargos eletivos.

As diretrizes fazem parte da cartilha elaborada pela AGU para orientar a atuação de agentes públicos nas eleições de 2026. O documento destaca ainda a obrigatoriedade do cumprimento dos princípios da administração pública: legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência.

Combate à desinformação e uso das redes

A publicação é enfática ao tratar da disseminação de conteúdos nas redes sociais:

É permanentemente vedada a disseminação, o endosso ou o compartilhamento de informações sabidamente falsas, descontextualizadas ou não verificadas [fake news], bem como de conteúdos que promovam discurso de ódio, discriminação, incitação à violência, ataques pessoais, desqualificação moral ou afronta à dignidade de pessoas ou grupos”, alerta a cartilha.

Além disso, o órgão ressalta que o cuidado deve ser ainda maior durante o período eleitoral: “Em período eleitoral, a observância desses deveres deve ser redobrada, em razão do elevado potencial de impacto das manifestações públicas das autoridades sobre o debate democrático e sobre a confiança da sociedade nas instituições”, orienta.

Limites entre função pública e promoção pessoal

O material também chama atenção para práticas que, mesmo sem configurar crime eleitoral, podem ser consideradas infrações éticas. Entre elas, o uso da visibilidade do cargo para autopromoção política ou para associar ações do Estado a méritos pessoais.

Segundo a AGU, a cartilha funciona como um guia prático para auxiliar gestores e servidores na tomada de decisões durante o período eleitoral, prevenindo irregularidades e garantindo conformidade com a legislação.

Regras, calendário e propaganda

Em sua 11ª edição, o documento detalha temas como abuso de poder, improbidade administrativa, uso de bens públicos e regras de propaganda eleitoral — que na internet só é permitida a partir de 16 de agosto. Também inclui um calendário com datas importantes e orientações sobre o uso ético das redes.

Na apresentação, a AGU destaca o objetivo do material:

Por tudo isso, espera-se que a cartilha contribua para uma atuação pública segura, responsável e comprometida com o interesse público durante este ano de 2026, fortalecendo as instituições e contribuindo com a lisura do processo eleitoral”.

Fonte: Agência O Globo