CRIME
Teresinha Ferreira
12 de setembro de 2026 às 12:28 ▪ Atualizado há 1 hora
Thiago Raimundo de Oliveira Santos, conhecido como TH Joias, ex-deputado estadual no Rio de Janeiro, foi transformado em réu pela Justiça Federal sob suspeita de envolvimento com o Comando Vermelho, a maior facção criminosa do estado, segundo o Ministério Público Federal (MPF).
Preso em setembro de 2025 durante a Operação Zargun, que investigava tráfico de armas e drogas e corrupção, TH Joias ocupava, na época, o posto de suplente na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Após sua prisão, o titular reassumiu o cargo.
Além de TH Joias, tornaram-se réus: Gabriel Dias de Oliveira, conhecido como “Índio”; Luciano Martiniano da Silva, o “Pezão”; Luiz Eduardo Cunha Gonçalves, apelidado de “Dudu”; Alessandro Pitombeira Carracena, ex-secretário estadual de Esportes; e Gustavo Stteel, delegado da Polícia Federal.
O relator do caso no Tribunal Regional Federal foi o desembargador Flávio Oliveira Lucas. Ele decidiu manter a prisão preventiva dos réus, com exceção de Gustavo Stteel, que foi transferido para prisão domiciliar com monitoramento eletrônico e afastamento do cargo.
TH Joias foi transferido para uma penitenciária federal, enquanto Pezão está foragido. Os réus enfrentam acusações de crimes como tráfico de drogas e armas, associação para o tráfico e corrupção.
O MPF alega que TH Joias atuava na articulação entre criminosos e agentes públicos, negociando drogas e armas. A investigação indica que Carracena fornecia dados policiais em troca de vantagens.
Em um desdobramento da Operação Zargun, a operação Unha e Carne prendeu o então presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, acusado de vazar informações. Ele foi libertado após decisão da Alerj e pediu licença do cargo.
Bacellar era cotado para ser candidato a governador em 2026, mas sua saída da presidência da Alerj deixou o Estado sob liderança interina do presidente do Tribunal de Justiça, Ricardo Couto de Castro.
Fonte: Agência Brasil
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