Polícia

CRIME

TH Joias, ex-deputado, vira réu por ligação com o Comando Vermelho

Ele é acusado de atuar em organização criminosa com tráfico e corrupção, diz MPF.

Teresinha Ferreira

12 de setembro de 2026 às 12:28 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • Thiago Raimundo de Oliveira Santos, conhecido como TH Joias, foi transformado em réu, acusado de ligação com o Comando Vermelho.
  • Preso em 2025 na Operação Zargun, que investigava tráfico de armas, drogas e corrupção.
  • Tornaram-se réus também Gabriel Dias de Oliveira, Luciano Martiniano da Silva, Luiz Eduardo Cunha Gonçalves, Alessandro Pitombeira Carracena e Gustavo Stteel.
  • O relator do caso é o desembargador Flávio Oliveira Lucas.
  • TH Joias transferido para uma penitenciária federal; Pezão, foragido; Stteel em prisão domiciliar.
  • Acusações incluem tráfico, associação para o tráfico e corrupção.
  • TH Joias é suspeito de articular entre criminosos e agentes públicos.
  • A operação Unha e Carne prendeu Rodrigo Bacellar, então presidente da Alerj, por vazamento de informações.
  • Bacellar foi libertado, se licenciou do cargo e deixou a presidência da Alerj sob liderança interina de Ricardo Couto de Castro.

Agência Brasil TH Joias
TH Joias

Thiago Raimundo de Oliveira Santos, conhecido como TH Joias, ex-deputado estadual no Rio de Janeiro, foi transformado em réu pela Justiça Federal sob suspeita de envolvimento com o Comando Vermelho, a maior facção criminosa do estado, segundo o Ministério Público Federal (MPF).

Preso em setembro de 2025 durante a Operação Zargun, que investigava tráfico de armas e drogas e corrupção, TH Joias ocupava, na época, o posto de suplente na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Após sua prisão, o titular reassumiu o cargo.

Além de TH Joias, tornaram-se réus: Gabriel Dias de Oliveira, conhecido como “Índio”; Luciano Martiniano da Silva, o “Pezão”; Luiz Eduardo Cunha Gonçalves, apelidado de “Dudu”; Alessandro Pitombeira Carracena, ex-secretário estadual de Esportes; e Gustavo Stteel, delegado da Polícia Federal.

O relator do caso no Tribunal Regional Federal foi o desembargador Flávio Oliveira Lucas. Ele decidiu manter a prisão preventiva dos réus, com exceção de Gustavo Stteel, que foi transferido para prisão domiciliar com monitoramento eletrônico e afastamento do cargo.

TH Joias foi transferido para uma penitenciária federal, enquanto Pezão está foragido. Os réus enfrentam acusações de crimes como tráfico de drogas e armas, associação para o tráfico e corrupção.

O MPF alega que TH Joias atuava na articulação entre criminosos e agentes públicos, negociando drogas e armas. A investigação indica que Carracena fornecia dados policiais em troca de vantagens.

Em um desdobramento da Operação Zargun, a operação Unha e Carne prendeu o então presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, acusado de vazar informações. Ele foi libertado após decisão da Alerj e pediu licença do cargo.

Bacellar era cotado para ser candidato a governador em 2026, mas sua saída da presidência da Alerj deixou o Estado sob liderança interina do presidente do Tribunal de Justiça, Ricardo Couto de Castro.

Fonte: Agência Brasil