Polícia

OPERAÇÃO CONECTADOS

PF faz buscas em escritório do vereador Alan Brandão, auxiliar de Silvio Mendes

Empresa de contabilidade foi alvo da segunda fase da Operação Conectados, que investiga esquema envolvendo licitações e recursos federais da saúde e educação

Da Redação

02 de junho de 2026 às 09:30 ▪ Atualizado há 22 minutos

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  • A Polícia Federal realizou busca e apreensão no escritório Escrita Contabilidade Pública em Teresina, vinculado ao vereador Alan Brandão.
  • A operação, chamada Conectados, investiga crimes de corrupção, fraude em licitações e desvio de recursos federais em saúde e educação no Piauí.
  • Foram apreendidos documentos, eletrônicos e dinheiro de origem não comprovada.
  • Alan Brandão é apontado como sócio-administrador do escritório, mas sua assessoria diz que ele não é alvo da operação.
  • Além de Teresina, a PF executou mais 11 mandados em Teresina e Oeiras.
  • A operação começou após um relatório da CGU sobre contratos irregulares de uma empresa de informática com prefeituras.
  • A primeira fase da operação, em abril de 2024, já havia apreendido R$ 1,6 milhão em dinheiro vivo.
  • Os envolvidos podem responder por crimes como associação criminosa, fraude em licitação e corrupção.

Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão em escritório de contabilidade na Zona Leste de Teresina | Foto: PF
Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão em escritório de contabilidade na Zona Leste de Teresina | Foto: PF

A Polícia Federal (PF) cumpriu mandado de busca e apreensão no escritório Escrita Contabilidade Pública, localizado na Rua Honório Parentes, na Zona Leste de Teresina, durante a segunda fase da Operação Conectados, deflagrada na manhã desta segunda-feira (2). O local é ligado ao vereador de Teresina e superintendente da Superintendência de Desenvolvimento Urbano (SDU) Norte, Alan Brandão.

Segundo a Polícia Federal, a operação investiga um grupo suspeito de envolvimento em crimes de corrupção, fraude em licitações, lavagem de dinheiro e desvio de recursos federais destinados às áreas da saúde e educação em municípios piauienses.

Durante a ação, os agentes apreenderam documentos, aparelhos eletrônicos, registros financeiros e valores em espécie sem origem lícita comprovada. Equipes da PF também deixaram o local levando uma pasta de couro, uma mochila, documentos e a CPU de um computador.

Dados da Receita Federal apontam Alan Brandão como sócio-administrador da empresa de contabilidade. Procurada pela Rede Clube, a assessoria de imprensa do ex-vereador informou que ele não é alvo da operação e que irá se manifestar por meio de nota.

Além do escritório em Teresina, a Polícia Federal cumpre outros 11 mandados de busca e apreensão nas cidades de Teresina e Oeiras, todos expedidos pela Vara Única da Comarca de Floriano.

Foto: PF
Operação teve início após relatório da CGU

De acordo com a PF, as investigações começaram após informações técnicas da Controladoria-Geral da União (CGU) apontarem possíveis irregularidades em contratos firmados por uma empresa de informática com prefeituras do Piauí.

A análise do material apreendido durante a primeira fase da Operação Conectados, realizada em abril de 2024, revelou indícios de que as irregularidades iam além dos contratos inicialmente investigados, indicando a atuação de uma organização estruturada.

Foto: PF
Segundo a Polícia Federal, o grupo utilizava contratos de assessoria com prefeituras para obter informações privilegiadas, influenciar processos licitatórios e beneficiar empresas ligadas aos investigados.

"Esta segunda fase busca aprofundar a apuração sobre a estrutura do grupo, a função de cada investigado, a movimentação dos valores e a possível continuidade das práticas criminosas", informou a PF.

R$ 1,6 milhão foi apreendido na primeira fase

O escritório já havia sido alvo da primeira fase da Operação Conectados, em abril de 2024. Na ocasião, os agentes apreenderam aproximadamente R$ 1,6 milhão em dinheiro vivo.

Os investigados poderão responder por crimes como associação criminosa, fraude em licitação, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e outras infrações que venham a ser identificadas durante o andamento das investigações.

Foto: PF

Fonte: Polícia Federal



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