OPERAÇÃO CONTRA FACÇÕES
Da Redação
04 de agosto de 2026 às 10:03 ▪ Atualizado há 59 minutos
O influenciador digital Izaquiel da Silva Araújo foi um dos presos durante a operação deflagrada pelo Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO) na manhã desta terça-feira (4), na zona Leste de Teresina. Ele é investigado por integrar a facção criminosa Bonde dos 40 e por envolvimento em um "tribunal do crime" que terminou com a execução de uma pessoa no bairro Parque Universitário, zona Leste da capital.
De acordo com as investigações, Izaquiel não apenas participou da ação criminosa, como também teria sido o responsável por filmar a execução da vítima. O vídeo faz parte do conjunto de provas reunidas pela Polícia Civil durante a investigação.
A prisão ocorreu durante a operação que cumpriu 45 ordens judiciais, sendo 16 mandados de prisão temporária e 29 de busca e apreensão, contra integrantes da organização criminosa com atuação na região do bairro Porto do Centro, na zona Leste da capital.
As investigações do DRACO apontam que a facção possui uma estrutura organizada, com divisão de funções entre os integrantes e atuação em crimes como homicídios, tráfico de drogas e posse ilegal de armas de fogo.
A polícia também identificou a prática dos chamados "tribunais do crime", utilizados para julgar integrantes de grupos rivais e determinar suas execuções.
Além de Izaquiel, outros investigados foram alvos da operação, que contou com apoio da Polícia Militar e de forças especializadas de segurança. As diligências continuam para localizar outros envolvidos e aprofundar as investigações sobre a atuação da organização criminosa.
A Polícia Civil não informou, até o momento, se a defesa de Izaquiel da Silva Araújo foi localizada para comentar as acusações. O caso segue sob investigação do DRACO.
Durante as diligências, os policiais também apreenderam armas, drogas, documentos e outros materiais que possam fortalecer as investigações.
A operação contou com o apoio da Superintendência de Operações Integradas (SOI), da Força Estadual Integrada de Segurança Pública (FEISP) e da Polícia Militar, por meio do Batalhão de Operações Especiais (BOPE), Batalhão Especial de Policiamento do Interior (BEPI), Canil da PM, 29º Batalhão da Polícia Militar, Batalhão de Rondas Ostensivas de Natureza Especial (RONE) e Batalhão de Operações Aéreas (BOPAer).
De acordo com a SSP-PI, as investigações continuam para identificar outros integrantes da organização criminosa e reunir novas provas que subsidiem a responsabilização dos envolvidos.
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