Polícia

MORTE KATHEN

Mãe de Kathlen Romeu busca apoio da sociedade em julgamento

Familiares clamam por justiça por assassinato de Kathlen e seu bebê no Rio de Janeiro.

Teresinha Ferreira

02 de outubro de 2026 às 12:14 ▪ Atualizado há 35 minutos

Ver resumo
  • Jacklline de Oliveira e Luciano Gonçalves buscam apoio no julgamento dos policiais pela morte da filha, Kathlen Romeu.
  • Kathlen, grávida, foi morta a tiros em 2021 enquanto visitava a avó no Rio de Janeiro.
  • O Ministério Público acusa os policiais de atirar em direção à área dela, sem comprovar confronto com criminosos.
  • A família realiza manifestações contra a letalidade policial e pressiona por justiça.
  • A Rede de Observatórios da Segurança destaca a raridade de condenações em casos de mortes por policiais.
  • O caso de Kathlen avançou após pressão da família sobre o sistema de justiça.
  • A família busca não só justiça para Kathlen, mas prevenção de tragédias similares.
  • O julgamento em 26 de novembro é aguardado com expectativa por cenas dramáticas e pressão por mudanças em políticas de segurança.

Agência Brasil Mãe de Kathlen Romeu
Mãe de Kathlen Romeu

A comerciante Jacklline de Oliveira e o professor Luciano Gonçalves buscam apoio da sociedade no julgamento pela morte da filha, Kathlen Romeu, grávida, assassinada por policiais há cinco anos no Rio de Janeiro. O caso ganha novo capítulo no próximo dia 26 de novembro, quando os policiais envolvidos serão julgados no Tribunal do Júri.

Kathlen, que completaria 30 anos em breve, foi morta a tiros enquanto visitava a avó no Lins de Vasconcelos, Zona Norte da cidade, em 2021. O Ministério Público acusa os policiais de atirar em direção à área onde Kathlen estava, alegando confronto com criminosos, versão não comprovada até hoje.

A luta por justiça une a família e amigos em manifestações contra a letalidade policial, buscando garantir respostas para o trágico ocorrido. A defesa dos policiais não respondeu aos questionamentos até o fechamento desta reportagem.

A Rede de Observatórios da Segurança afirma que poucas mortes por policiais são levadas adiante na Justiça, e a maioria não resulta em condenação. Em contrapartida, a família de Kathlen conseguiu que o caso fosse adiante após pressionar o sistema de justiça e denunciar a parcialidade em investigações anteriores.

Comovidos, Jacklline e Luciano afirmam que não buscam apenas justiça para a filha, mas também para prevenir que outros jovens enfrentem destinos trágicos semelhantes. Cenas dramáticas do julgamento são aguardadas, e a família espera um posicionamento firme da sociedade civil para pressionar por mudanças nas políticas de segurança pública.

Fonte: Agência Brasil