JUSTIÇA E POLÍTICA
Teresinha Ferreira
28 de agosto de 2026 às 12:27 ▪ Atualizado há 1 hora
A Justiça determinou a indisponibilidade de bens do prefeito de Prata do Piauí, Acelino Mendes de Moura, no valor de R$ 1,3 milhão. A decisão atende a um pedido liminar do Ministério Público do Piauí (MPPI), que investiga enriquecimento ilícito.
Dois imóveis relacionados ao prefeito foram bloqueados: um imóvel residencial no centro de Prata do Piauí, avaliado em R$ 960 mil, e uma gleba rural de 150 hectares, denominada "Pureza", avaliada em R$ 345.309,00. A Promotoria de Justiça de Barro Duro identificou indícios de que esses bens não são compatíveis com a renda declarada pelo gestor entre 2021 e 2026.
Nas eleições de 2020, Acelino Mendes não declarou bens à Justiça Eleitoral. Em 2024, relatou possuir R$ 29.850,00 em moeda nacional e R$ 10.073,80 em conta bancária. Entre janeiro de 2021 e abril de 2026, sua remuneração média foi de R$ 3.700,68 mensais, totalizando cerca de R$ 236.843,52.
O juiz José Neto argumentou que os bens em nome de terceiros e a evolução patrimonial incompatível justificam a medida de segurança. Ele também apontou o risco de venda desses imóveis antes do desfecho do processo.
A Justiça decidiu não bloquear, neste momento, imóveis na área "Boi Manso", considerando que foram adquiridos por herança antes do mandato. O bloqueio de ativos financeiros pelo sistema SisbaJud será avaliado após manifestação das partes envolvidas.
O prefeito foi citado para apresentar defesa, assim como os proprietários dos imóveis bloqueados. Eles têm prazo de 15 dias para manifestação.
Fonte: Ministério Público do Piauí (MPPI)
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