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MAPA-MUNDI

ONU aprova alteração do mapa-múndi para corrigir distorções

Resolução busca representar de forma justa continentes como África e América do Sul

Teresinha Ferreira

05 de setembro de 2026 às 12:22 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • A ONU aprovou a alteração do mapa-múndi para corrigir distorções históricas na representação de continentes.
  • A nova proposta visa mostrar dimensões mais precisas de regiões como a África, América do Sul e Sul da Ásia.
  • A proposta "Corrija o mapa" foi liderada pelo Togo e aprovada com 164 votos a favor; os EUA votaram contra.
  • As distorções atuais vêm da projeção de Mercator, que aumenta áreas ao Norte e ao Sul do Equador.
  • O modelo "Terra Igual" foi apresentado pela União Africana como uma alternativa mais precisa.
  • A mudança busca promover justiça, reconhecimento histórico, e está alinhada ao Pacto para o Futuro da ONU.

Agência Brasil Mapa-múndi
Mapa-múndi

A Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou a alteração do mapa-múndi para corrigir distorções históricas na representação de continentes como a África, a América do Sul e o Sul da Ásia. A decisão aconteceu nesta sexta-feira (4), com 164 países votando a favor, enquanto os Estados Unidos foram o único voto contrário e houve seis abstenções.

A proposta, intitulada “Corrija o mapa”, foi liderada pelo Togo e tem como objetivo apresentar uma visão mais justa das regiões globais. Segundo a ONU, a mudança é necessária para mostrar as dimensões reais desses continentes, historicamente subestimadas.

O ministro das Relações Estrangeiras de Togo, Robert Dussey, destacou que a aprovação da proposta é um passo importante para a "verdade científica" e a promoção da equidade de representação e dignidade dos povos.

Historicamente, a projeção de Mercator, usada desde o século XVI, distorce as proporções do mundo ao aumentar as áreas ao Norte e ao Sul do Equador, perpetuando uma visão desequilibrada, segundo argumentam os africanos.

Para corrigir essa distorção, a União Africana apresentou o modelo de “Terra Igual”, que promete uma representação cartográfica mais precisa para os continentes. A ONU espera que a resolução incentive a adoção desse modelo por várias entidades.

A ONU ressalta que o impacto das distorções anteriores vai além do visual, afetando aspectos cognitivos, educacionais, culturais e socioeconômicos, e que a correção contribuirá para a justiça e reconhecimento histórico.

Além disso, a decisão está alinhada ao Pacto para o Futuro, que defende a eliminação de desigualdades históricas. Essa correção busca promover a justiça cognitiva e o reconhecimento entre os povos do mundo.

Fonte: Agência Brasil