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INDÍGENAS E AMAZÔNIA

Mulheres indígenas exigem protagonismo na proteção da Amazônia

Líderes enfatizam direitos da natureza e participação na gestão de recursos.

Teresinha Ferreira

05 de setembro de 2026 às 10:21 ▪ Atualizado há 45 minutos

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  • Treze mulheres indígenas da Amazônia encerraram o TEDxAmazônia com um manifesto pela proteção de seus territórios.
  • Catalina Chumpi, do povo Shuar, liderou o grupo pedindo força às águas.
  • Domingos Peas conduziu um minuto de silêncio pelos defensores ambientais assassinados.
  • A América Latina é particularmente perigosa para defensores ambientais, especialmente indígenas, segundo a Global Witness.
  • Patricia Gualinga, líder Kichwa, pediu o reconhecimento legal da natureza como sujeito de direitos.
  • Diana Chavez destacou a necessidade de maior acesso de comunidades indígenas a financiamentos de conservação.
  • A agroindústria de guayusa, liderada por Esthela Noteno, foi citada como exemplo de economia sustentável.
  • O evento reuniu 30 palestrantes focando na urgência da preservação ambiental.
  • Futuras edições do TEDxAmazônia estão planejadas, com próxima edição em Belém em 2028.

Agência Brasil Mulheres indígenas
Mulheres indígenas

Treze mulheres indígenas da Amazônia encerraram o TEDxAmazônia, realizado em Banos e Puyos, no Equador, com um manifesto poderoso destacando a importância de proteger seus territórios. Catalina Chumpi, anciã do povo Shuar, liderou o grupo e pediu força às águas para suas "netas" defensoras.

O evento também contou com um minuto de silêncio em memória de defensores ambientais assassinados, liderado por Domingos Peas, líder indígena Shuar. Relatório da Global Witness ressalta que a América Latina é letal para defensores ambientais, especialmente indígenas.

Patricia Gualinga, líder Kichwa, defendeu o reconhecimento legal da natureza como um ser com direitos próprios. Segundo ela, a proteção da Amazônia depende do protagonismo indígena e ações governamentais eficazes.

A participação indígena na gestão de fundos de conservação foi enfatizada por Diana Chavez, do Fundo do Biocorredor Amazônico. Ela destacou que menos de 1% do financiamento global chega diretamente às comunidades indígenas, salientando a importância de acesso direto aos recursos.

Uma iniciativa destacada foi a agroindústria de guayusa, liderada por Esthela Noteno, que incentiva a preservação florestal através de economia sustentável comunitária. A guayusa é uma planta nativa do Equador, simbolizando a integração cultural e econômica com a floresta.

O TEDxAmazônia reuniu 30 palestrantes, destacando a urgência da preservação ambiental e a luta indígena por direitos. As próximas edições do evento estão planejadas para ter revezamento entre países, com uma edição prevista em Belém em 2028.

Fonte: Agência Brasil