TARIFAÇO
Teresinha Ferreira
22 de julho de 2026 às 07:20 ▪ Atualizado há 1 hora
Pesquisadores brasileiros criticaram a decisão dos Estados Unidos de impor tarifaço de 25% sobre produtos do Brasil, alegando que o país distorceu questões relacionadas a big techs para justificar a medida, que entrou em vigor nesta quarta-feira (22).
De acordo com o professor Paulo Rená, do Instituto de Referência em Internet e Sociedade, a legislação brasileira não ameaça a liberdade de expressão. Ele afirma que a ausência de regulamentação é prejudicial, pois facilita discursos de ódio e desinformação.
O sociólogo Sérgio Amadeu considera a decisão dos EUA "truculenta" e afirma que o governo norte-americano busca garantir um ambiente onde as big techs possam operar sem prestação de contas, em contraste com o controle mais rígido existente na Europa.
O tarifaço dos EUA baseia-se em um relatório da Casa Branca que acusa a legislação brasileira de pressionar plataformas digitais. No entanto, especialistas argumentam que o Brasil, ao exigir que as plataformas cumpram regras democráticas, procura proteger seus cidadãos.
Conforme Humberto Ribeiro, do Sleeping Giants Brasil, as big techs se tornaram instrumentos da estratégia geopolítica dos EUA. Ele destaca que o Brasil adota uma abordagem protetiva, mas que ainda pode endurecer a regulação sem impedir a operação das plataformas.
Finalmente, a advogada Camila Camargo reforça que o Brasil tem o direito de regular o uso de tecnologias da informação e que as empresas estrangeiras devem ser responsáveis por suas operações e conteúdos.
Fonte: Agência Brasil
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